O Tribunal do Júri de Patos de Minas condenou, nesta quarta-feira (06), João Vitor de Assis Nogueira, conhecido como “Navegante”, pela morte de Marcos Vinicius de Andrade Araújo, de 26 anos. O julgamento aconteceu no Fórum Olympio Borges e encerrou a série de júris dos denunciados pelo assassinato brutal, ocorrido em fevereiro de 2023. João Vitor era o último réu que faltava ser julgado pelo caso.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Marcos Vinicius estava na Orla da Lagoa Grande, em Patos de Minas, na noite do dia 26 de fevereiro de 2023, acompanhado de conhecidos, quando adolescentes chegaram ao local acusando-o de ter cometido abuso sexual contra uma menor de idade. Ainda conforme os autos, João Vitor e Gustavo Henrique Mariano se apresentaram como integrantes de uma organização criminosa e passaram a questionar Marcos sobre as acusações. A denúncia aponta que os membros realizaram uma espécie de “conferência” para decidir o destino da vítima.
Ainda de acordo com o Ministério Público, João Vitor e Gustavo solicitaram um veículo para outros membros da organização. Leonardo da Silva Sousa, Walex Junio Tavares e Luckas Rodrigues Mariano teriam buscado o carro para levar a vítima e os demais envolvidos até o local do crime. Marcos foi obrigado a entrar no veículo.
A vítima foi levada para uma área de mata, a cerca de 6 km da Ponte do Arco, em Patos de Minas, onde teria ocorrido o julgamento promovido pela organização criminosa. No local, Marcos foi executado com um tiro na cabeça. O corpo foi encontrado na manhã do dia 27 de fevereiro de 2023. O laudo de necropsia também apontou escoriações no tórax, indicando que o corpo teria sido arrastado após a execução.
O Ministério Público denunciou os envolvidos por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de sequestro, corrupção de menores e participação em organização criminosa.
Após serem seguidos todos os ritos do julgamento, João Vitor foi condenado a 28 anos e 9 meses de prisão. Ele deverá cumprir a pena em regime inicial fechado. Com a sentença, a Justiça encerrou os julgamentos dos denunciados pelo crime. Outras quatro pessoas já haviam sido condenadas:
* Leonardo da Silva foi sentenciado a 26 anos e 7 meses;
* Gustavo Henrique Mariano foi condenado a 23 anos e 6 meses;
* Walex Junio Tavares Rosa recebeu pena de 23 anos e 9 meses;
* Luckas Rodrigues Mariano também foi sentenciado a 23 anos e 9 meses.
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