A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou uma sequência de ataques ocorridos no dia 4 de julho de 2026, com início em uma fazenda na zona rural de Rio Paranaíba e desdobramentos em uma residência no perímetro urbano de São Gotardo. Ao final das investigações, um homem de 28 anos e uma mulher de 62 anos foram indiciados.
Segundo informações da PCMG, o investigado teria ido até o local de trabalho da ex-companheira, um dia após o fim do relacionamento, levando uma faca escondida. Após tentar reatar o relacionamento e receber uma resposta negativa, ele teria iniciado o ataque.
Conforme o inquérito, uma funcionária tentou proteger a vítima e também foi alvo da agressão, conseguindo evitar o golpe ao utilizar um rodo para se defender. Em seguida, o suspeito desferiu diversos golpes de faca contra as costas da ex-companheira enquanto afirmava que iria matá-la. A ação foi interrompida por pessoas que estavam no local, permitindo que a mulher recebesse atendimento médico.
Ainda de acordo com a investigação, após o ataque, o homem perseguiu outros trabalhadores da propriedade com a faca e fugiu em uma motocicleta. Um funcionário acompanhou parte do trajeto e repassou informações em tempo real à Polícia Militar, possibilitando sua localização em São Gotardo.
Durante a tentativa de prisão, a Polícia Civil apurou que o investigado simulou obedecer às ordens dos militares, mas avançou contra um sargento da Polícia Militar. Em meio à luta corporal, ele conseguiu tomar a pistola do policial e efetuou três disparos. Conforme o inquérito, o militar não foi atingido porque conseguiu desviar o cano da arma durante o confronto.
A perícia encontrou três marcas de disparos nas paredes da residência, perfurações em uma geladeira, projéteis compatíveis com o calibre .40, estojos de munição deflagrados e vestígios da luta corporal. Outra policial militar também ficou ferida após, segundo a investigação, ter a mão mordida pelo suspeito ao tentar contê-lo.
A mãe do investigado, de 62 anos, também foi indiciada. Conforme a Polícia Civil, ela teria agredido uma policial militar, dificultado a recuperação da arma institucional e tentado impedir a prisão do filho.
Diante das provas reunidas, o homem foi indiciado por tentativa de feminicídio, tentativa de homicídio contra a funcionária, tentativa de homicídio qualificado contra agente de segurança pública no exercício da função e lesão corporal contra uma policial militar. Já a mulher foi indiciada pelos crimes de resistência e vias de fato.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público, que decidirá sobre as próximas medidas legais. A Polícia Civil afirmou que segue atuando no enfrentamento à violência contra a mulher e na responsabilização de autores de crimes contra a vida e contra agentes de segurança pública.
Fonte: Paranaíba Agora
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