Instituições do Alto Paranaíba, Triângulo e Noroeste de Minas estão se mobilizando para conter o avanço do Greening, considerada a doença mais destrutiva da citricultura mundial. A iniciativa, chamada Programa Cinturão Antigreening, conta com apoio do Sebrae Minas e busca proteger os pomares da região.
A doença é causada pela bactéria Candidatus Liberibacter e transmitida pelo inseto Diaphorina citri, afetando diretamente a produtividade e a qualidade das laranjas. Sem cura, o controle depende de prevenção, monitoramento e eliminação de plantas contaminadas.
O projeto já foi apresentado em Patos de Minas e será lançado em Uberlândia no dia 23 de março. A proposta é incentivar municípios a criarem leis para impedir a disseminação da praga, como a proibição do plantio e comércio de murta (jasmim-laranja), planta que serve de hospedeira para o inseto transmissor.
Cidades como Araxá e Sacramento já adotaram medidas de controle, incluindo fiscalização e erradicação de plantas suspeitas. A expectativa é ampliar essas ações em toda a região, fortalecendo a defesa sanitária da citricultura.
Minas Gerais tem cerca de 40 mil hectares de laranja e registrou crescimento de 16% na produção entre 2019 e 2023, segundo o IBGE. A possível migração de produtores de São Paulo, que sofre com a doença, para o estado reforça a necessidade de medidas preventivas para garantir a sustentabilidade do setor.
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