O Tribunal do Júri da Comarca de Patos de Minas se reuniu nesta quinta-feira (09/07) para julgar os dois acusados de assassinarem Alex José Maciel, de 37 anos. O crime, que chocou a comunidade local, aconteceu no início deste ano. Sentados no banco dos réus na mesma sessão, Danilo Henrique Martins dos Santos e Diogo Damião Borges Pereira foram condenados a penas que, somadas, aproximam-se de 35 anos de prisão em regime inicialmente fechado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o homicídio ocorreu no dia 24 de janeiro de 2026, por volta das 07h55, no interior de uma residência localizada na Rua José Dias Vieira, no Bairro Jardim Paulistano.

O relatório aponta que Danilo Henrique agiu com dolo de matar, desferindo um violento golpe de faca na região cervical (pescoço) de Alex José Maciel, que morreu ainda no local antes de receber qualquer socorro. Diogo Damião foi apontado como peça-chave no crime: ele induziu e instigou Danilo a cometer o assassinato, além de estar presente na cena do crime prestando apoio moral ao executor.

Em depoimento à autoridade policial que consta nos autos, o próprio Danilo chegou a declarar:

"O Diogo é tão culpado quanto eu, porque ele que falou para eu matar o Alex, falando que ele era 'jack' [termo usado para estuprador], e matei mesmo."

O Conselho de Sentença acolheu as teses de qualificadoras apresentadas pela acusação: motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Após os debates entre acusação e defesa, os jurados entenderam que ambos os réus foram responsáveis pelo crime. O juiz presidente do Tribunal do Júri fixou as penas da seguinte forma:

Diogo Damião Borges Pereira foi condenado a18 anos e 8 meses de prisão e Danilo Henrique Martins dos Santos, executor do golpe de faca que matou Alex, foi condenado a 16 anos de prisão.

Os condenados devem cumprir as respectivas penas em regime inicialmente fechado no Presídio Sebastião Satiro.