Um caso inusitado foi registrado na manhã dessa segunda-feira (20) em um hipermercado no Bairro Nossa Senhora das Graças, em Patos de Minas. O homem de 31 anos foi preso em flagrante após furtar uma garrafa de vinho, consumi-la integralmente dentro do estabelecimento e, ao ser abordado, ameaçar e agredir funcionários que tentaram conter sua fuga. Ele disse que não precisava pagar pela bebida porque era dono da rede de hipermercados.

A ocorrência foi registrada por volta das 9h30 no hipermercado localizado na Rua Guaranis. De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo Copom com a informação de que um indivíduo estava contido no local após se recusar a pagar pelas despesas.

Ao chegar, os policiais conversaram com a gerente de prevenção e perdas. Ela relatou que, por meio do circuito interno de câmeras de segurança, viu o suspeito caminhar pelos corredores até a seção de bebidas alcoólicas. No local, ele pegou uma garrafa de vinho português rosé, marca Mateus, de 750 ml, avaliada em R$ 52,98, abriu o produto e o consumiu por completo ainda dentro do supermercado.

Após terminar a bebida, ele tentou sair rapidamente sem pagar. Foi então abordado na saída pelos funcionários. Eles orientaram o homem a retornar ao caixa para efetuar o pagamento, mas ele se recusou, alegando que não pagaria por nada porque seria o “dono do supermercado”.

Ao tentar fugir novamente, ele foi contido pelos funcionários. Durante a contenção, segundo o relato das vítimas, ele apresentou comportamento agressivo. Contra um funcionário, ele proferiu ameaças de morte: “Eu vou voltar aqui e te matar; vou cortar seu pescoço”. Já outro funcionário relatou ter sido agredido com um chute na região do peito. Ambos não apresentavam lesões aparentes, mas manifestaram o desejo de representar criminalmente contra ele.

Ao ser interrogado pelos militares, o acusado afirmou que havia saído recentemente do sistema prisional, disse ser dependente químico e repetiu que seria proprietário da rede de supermercados, motivo pelo qual não precisaria pagar pelos produtos.

Os policiais observaram que ele apresentava sinais visíveis de embriaguez: hálito etílico, olhos avermelhados, fala desconexa, alterações de humor, vestes desalinhadas e dificuldade de equilíbrio. Em razão de seu estado, ele não apresentou condições de assumir compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) quando solicitado.

As imagens do circuito interno de segurança que flagraram toda a ação delituosa foram encaminhadas ao e-mail institucional da polícia. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e foi conduzido à delegacia de plantão para as providências cabíveis.