O detento de 24 anos encontrado morto no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba, na manhã desta quarta-feira (11), pode na verdade ter sido assassinado. A hipótese inicial era de que ele havia se suicidado, mas a Polícia Civil encontrou indícios do crime. Adrian Juliano Martins Herculano cumpria pena de 33 anos por ter matado a própria filha e ainda queimado o corpo, em Monte Santo de Minas, no Sudoeste do estado.

Segundo nota divulgada pela Polícia Civil, os peritos realizaram a coleta de vestígios e informações que irão auxiliar nas investigações. O corpo de Adrian foi encaminhado para o Posto Médico-Legal de Carmo do Paranaíba para os exames periciais.

Os dois detentos que estavam reclusos junto a vítima, na cela 13 do pavilhão B, foram conduzidos e ouvidos por meio da Delegacia de Polícia Civil da cidade. A Autoridade Policial ratificou a prisão em flagrante de ambos por homicídio. Eles já estavam presos e permaneceram a disposição da Justiça.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um inquérito policial foi instaurado para a apuração do caso e outras informações poderão ser repassadas após a finalização dos trabalhos investigativos.

Vítima cumpria pena por matar a própria filha de 5 anos

Adrian foi condenado a 33 anos de prisão em novembro de 2023 por matar a própria filha de 5 anos, no dia 12 de janeiro do mesmo ano em Monte Santo de Minas, no Sudoeste do estado. Na época do ocorrido, a Polícia Civil informou que, cinco dias após o crime, o homem esteve na Delegacia de Polícia Civil da cidade e relatou que desferiu um soco na filha, para “corrigi-la”, ela caiu no chão, bateu a cabeça e acabou morrendo. A menina teria urinado no chão por duas vezes.

Após o crime, Adrian teria levado o corpo da filha para uma área de mata e ateado fogo. Os policiais civis foram até o local indicado por ele e encontraram o corpo já em estado avançado de decomposição.