Um homem de 26 anos foi preso na manhã desse sábado (17) em Patos de Minas, acusado de furtar o próprio avô, que é proprietário de um bar na cidade. O caso revela ainda que o suspeito estava em regime de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, a qual rompeu em dezembro do ano passado.
A polícia foi acionada pela filha do proprietário do bar que relatou que o acusado vinha furtando itens do estabelecimento de seu avô, de forma sistemática. O comerciante contou que, ao abrir o bar por volta das 5h30 da manhã, percebeu que o portão e a porta estavam abertos e faltavam um pote com cerca de R$ 200 em moedas e um molho de chaves que dava acesso ao comércio e à sua residência. Ele desconfiou do neto, que já teria subtraído um botijão de gás em data anterior.
A guarnição da Polícia Militar realizou diligências e conseguiu obter imagens de câmeras de segurança de residências vizinhas. Os vídeos mostram o acusado adentrando o estabelecimento às 23h28 do dia 16 de janeiro e saindo às 00h31 do dia 17, carregando uma sacola onde teria ocultado os objetos furtados. Na ocasião, ele usava uma camiseta vermelha com estampa amarela.
Com base nas imagens, os policiais localizaram o acusado em sua residência, no bairro Afonso Queiroz. No local, foi encontrada e apreendida a camiseta usada durante o furto. O dinheiro e as chaves não foram recuperados. Questionado, o acusado negou a autoria dos fatos, alegando não ser ele que aparecia nas filmagens.
Durante a abordagem, os policiais constataram que ele se encontrava em regime de prisão domiciliar, mas havia rompido a tornozeleira eletrônica no dia 2 de dezembro de 2025. Ele também estava visivelmente debilitado, com pontos cirúrgicos na região abdominal, resultado de um procedimento recente após ter sido baleado.
Na delegacia, ele passou a reclamar de dores e afirmou que alguns pontos haviam se rompido. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Regional Antônio Dias, onde foi atendido. Após a alta médica, retornou à delegacia para a conclusão do procedimento policial.
Ele foi preso em flagrante pelos crimes de furto e desobediência a ordem judicial (por violar a prisão domiciliar). O caso será encaminhado à Justiça, que avaliará as novas condutas do acusado, que já respondia a processo criminal sob medida cautelar. A ação policial destaca o uso de imagens de segurança para a elucidação do crime e a violação de medidas judiciais por parte de um réu reincidente.
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