A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) colocou um ponto final em três investigações que miravam esquemas de fraudes financeiras em Patos de Minas. Nesta semana, três pessoas — uma mulher de 23 anos e dois homens, de 32 e 36 anos — foram oficialmente indiciadas por crimes de estelionato. Os golpes, que variam desde o clássico "intermediário" até investimentos fictícios em criptomoedas, deixaram um rastro de prejuízos na cidade.
Golpe do Intermediário
Uma jovem de 23 anos, natural do Mato Grosso, foi indiciada após uma vítima de 42 anos perder cerca de R$ 10,5 mil. O esquema é conhecido, mas continua fazendo vítimas: o estelionatário se infiltra em uma negociação real (geralmente de veículos), engana tanto o vendedor quanto o comprador e convence a vítima a depositar o dinheiro em sua conta, sob o pretexto de ser um parente ou amigo do dono do bem.
Criptomoedas e Robôs
O caso com maior número de vítimas envolve um homem de 36 anos, natural do Pará. Ele é suspeito de liderar uma plataforma de fachada que prometia rendimentos astronômicos através de um suposto "robô operador de criptomoedas".
Com taxas de lucro muito acima do mercado, ele atraiu dezenas de patenses. O esquema desmoronou quando os valores foram "congelados" e o site saiu do ar. O investigado simplesmente desapareceu, deixando os investidores a ver navios.
Falso Leilão
O terceiro inquérito indiciou um homem de 32 anos envolvido no golpe do falso leilão. Ele era o responsável por receber valores de um site fraudulento que simulava a venda de veículos para todo o país. Atraídas por preços muito abaixo da tabela, as vítimas faziam o PIX ou transferência, mas o veículo nunca chegava. Em apenas um dos casos registrados em Patos, o prejuízo chegou a R$ 22,5 mil.
Segundo a Polícia Civil, os três procedimentos já foram relatados e encaminhados ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A orientação para a população permanece a mesma: desconfie de facilidades excessivas, lucros garantidos em criptoativos e nunca realize pagamentos para terceiros em negociações de veículos sem confirmar a identidade real do proprietário.
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