O Tribunal do Júri de Patos de Minas condenou, nesta terça-feira (03), o primeiro dos quatros acusados pelo assassinato Henrique Rodrigues do Amaral, ocorrido no dia 12 de agosto de 2024, no bairro Aurélio Caixeta. Warley Junior Lopes foi apontado como o condutor da motocicleta que levava o atirador. Outros três acusados serão julgados em outra dada.
O Ministério Público havia denunciado Warley por homicídio qualificado por motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento começou às 9h e terminou por volta das 21h. Após os embates entre acusação e defesa, os jurados formaram maioria pela condenação de Warley por homicídio qualificado pelo perigo comum, e o absolveram pelas outras qualificadoras.
Warley foi sentenciado a 18 anos de prisão no regime inicial fechado. Após a sentença, ele foi conduzido novamente para o sistema prisional.
Relembre o caso
O crime aconteceu no cruzamento da rua Três Marias com a rua Padre Antônio de Oliveira e chamou a atenção por ter acontecido às 11h, horário de bastante movimento. Segundo a denúncia do Ministério Público, Henrique foi até uma auto elétrica momento que dois homens em uma moto se aproximaram, tendo o passageiro descido e iniciado os disparos.
Os homens e a vítima começaram a trocar tiros e, após alguns disparos, Henrique jogou a arma contra os outros atiradores e começou a correr, sendo perseguido pelo passageiro da moto, que continuou atirando, até mesmo quando a vítima havia caído. Câmeras de segurança flagraram o crime. De acordo com o Ministério Público, após descarregar todas as munições, o atirador embarcou na moto e os envolvidos fugiram sentido a rua Major Gote.
Durante as investigações iniciais, uma familiar relatou aos policiais que Henrique estava se sentido ameaçado por algumas pessoas, dentre elas, Marcus Vinicyus Santos Lopes, e que por isso estava andando armado. Os familiares acreditavam que a morte de Henrique poderia estar relacionada a vingança pela morte de Vitor Eduardo Gonçalves de Medeiros, que seria integrante do grupo de Marcus.
No mesmo dia, os policiais abordaram Diego Eli de Melo Rosa, apontado como integrante do grupo de Marcus. Os militares constaram que a moto que Diego conduzia estava com a placa e algumas características adulteradas. O celular dele foi apreendido e, após autorização, passou por analises. Os policiais verificaram uma conversa de Diego com uma familiar em que ele foi perguntado se tinha ligação com o assassinato. Diego teria respondido: “Henrique Amaral, quem mato foi eu, agorinha”.
Ainda segundo o Ministério Público, durante as investigações, foi realizada a quebra de sigilo do celular da vítima, onde foi confirmado que ela estava sendo ameaçada e perseguida por: Marcus, Diego e Felipy Marques dos Santos. A motivação seria de que, supostamente, Henrique seria integrante do grupo responsável pela morte de Vitor Eduardo.
Em continuidade das investigações, os policiais apuraram que Marcus que teria efetuado os disparos e que o seu pai, Warley, conduzia a moto. Eles apuraram ainda que Marcus é o líder do grupo criminoso e que outros integrantes frequentemente assumem a autoria dos delitos para que Marcus saia impune.
Os outros investigados serão levados a julgamento em outra data.
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