Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante na tarde dessa terça-feira (7), em Rio Paranaíba, suspeita de agredir o próprio filho, um adolescente de 13 anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A mãe nega qualquer agressão ao filho.
Segundo as informações policiais, a ocorrência teve início após a diretora da escola onde o garoto estuda acionar os militares ao perceber que o estudante apresentava lesões aparentes no pescoço. Ao ser questionado sobre os ferimentos, o adolescente relatou que havia sido agredido pela mãe com um pedaço de madeira.
Diante da denúncia, o Conselho Tutelar foi acionado e compareceu à escola. Na presença dos conselheiros e dos policiais militares, o menor voltou a afirmar que havia sido agredido pela mãe, mantendo a mesma versão apresentada inicialmente à diretora.
Como o adolescente também reclamava de dores na região lombar e na cintura, ele foi encaminhado ao hospital para avaliação médica. Enquanto isso, a equipe policial seguiu até a residência da família, localizada na zona rural do município.
No imóvel, a mãe negou qualquer agressão e afirmou desconhecer a origem das lesões apresentadas pelo filho. A proprietária da fazenda e sua filha, que também estavam no local, disseram não ter ouvido discussões, gritos ou presenciado qualquer situação que indicasse violência contra o adolescente.
Após o atendimento médico, o Conselho Tutelar informou aos militares que o laudo apontou lesões na região dorsal, abaixo do tórax, compatíveis com trauma contundente, sendo compatíveis com a dinâmica narrada pelo adolescente.
Durante novo contato com os conselheiros e policiais, o menor reafirmou espontaneamente que havia sido agredido pela mãe e demonstrou receio em falar sobre o caso na presença dela. Em determinado momento, chegou a alterar a versão dos fatos, dizendo que teria sido agredido pelo irmão de apenas três anos. Logo em seguida, porém, indicou aos policiais o pedaço de madeira que, segundo ele, teria sido utilizado nas agressões, entregando o objeto à equipe.
O instrumento, utilizado na propriedade para condução de gado, foi apreendido e encaminhado para perícia.
Conforme a Polícia Militar, diante da repetição dos relatos do adolescente em momentos distintos, das lesões constatadas por avaliação médica e da apreensão do objeto apontado como instrumento das agressões, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de lesão corporal e maus-tratos.
Ela foi conduzida à Delegacia de Plantão, sem necessidade do uso de algemas. O adolescente permaneceu sob os cuidados do pai, por determinação e acompanhamento do Conselho Tutelar.
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