Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante na manhã desta sexta-feira (27) após sua filha, uma criança de 6 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ser encontrada desacompanhada e em situação de vulnerabilidade nas proximidades da Orla da Lagoa Grande, em Patos de Minas.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h por uma testemunha que visualizou a menina sozinha nos brinquedos da orla. De acordo com informações da Polícia Militar, a criança estava completamente desacompanhada, sem qualquer supervisão de um responsável legal, em circunstâncias que evidenciavam situação de risco.
Ao chegar ao local, os militares conversaram com a menina, que informou ter 6 anos e o nome da mãe, mas não soube dizer onde morava, reforçando o estado de desorientação e a incapacidade de autoproteção. O Conselho Tutelar foi acionado e compareceu para acompanhar a ocorrência.
A própria criança conduziu os policiais e a conselheira tutelar, a pé, até a residência onde mora com a mãe, localizada na Rua Vereador João Pacheco. O trajeto percorrido pela menor incluiu a travessia de uma via de intenso fluxo de veículos — a Rua Ouro Preto —, que, segundo o relato da própria criança, ela atravessou correndo.
No local, os policiais foram informados de que a mãe dela estava dormindo no interior da residência. Ela foi despertada por volta das 10h50. Ao ser questionada, a mãe afirmou que não percebeu a saída da filha e que até aquele momento não havia notado sua ausência. Ela relatou que, em momento anterior, havia se levantado para beber água, viu a criança dormindo e retornou ao repouso.
Segundo a ocorrência, a mãe acredita que a menina tenha aberto a porta de acesso à rua, que estava com a chave no cilindro da fechadura, facilitando a saída. A polícia destacou que a criança é diagnosticada com TEA, condição que exige vigilância contínua e cuidados redobrados, agravando a omissão verificada.
Diante dos fatos, os policiais entenderam que a responsável legal omitiu-se de forma relevante no dever de guarda, vigilância e proteção, permitindo que a menor, absolutamente incapaz, se ausentasse da residência e permanecesse sozinha em via pública, exposta a perigo real, concreto e imediato. Ela foi presa em flagrante e conduzida à Delegacia de Polícia Civil.
A criança foi entregue aos cuidados da avó materna. O Conselho Tutelar permanece responsável pelo acompanhamento do caso.
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