Os casos de violência contra a mulher não param e não ficam restritos a marido e esposa. Filhos também estão agindo com violência no âmbito familiar. O caso mais recente, registrado na madrugada desta segunda-feira (05), envolve furto, ameaças e violência doméstica. Um jovem de 28 anos foi preso em flagrante.

De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima principal do furto e da violência psicológica é a mãe do acusado de 47 anos. Uma amiga da família que estava na casa no momento, também foi vítima de ameaças.

De acordo com o relato policial, o caso começou quando a mãe descobriu que o filho e um amigo dele haviam escalado o muro de sua residência, e furtado dois perfumes (Dolce Gabbana e Lily Essence), uma nota de R$ 100,00 e um cordão banhado a ouro com pingente azul.

Temendo que o filho retornasse para cometer novos furtos, ela pediu que sua amiga pernoitasse na casa, enquanto ela foi cuidar dos pais doentes em outro bairro.

Por volta das 2h da madrugada, a amiga acionou a PM por meio do 190. Ela relatou que um homem havia batido no portão, se identificado como o filho da moaradora e, como ela não abriu, escalou o muro – que tem concertina (fio farpado) – pulou para o quintal e adentrou a casa. Durante a escalada, ele sofreu escoriações e ferimentos nos pés, braços e corpo.

Dentro da residência, ele teria feito ameaças de morte contra a amiga da moradora, exigindo a quantia de R$ 5,00. Ao ser negado, ele ameaçou: "você iria se ver com ele". Amedrontada, ela fez a ligação para a polícia. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima visivelmente nervosa e chorosa. Ela confirmou o relato e declarou que desejava registrar queixa.

Por telefone, a mãe do acusado detalhou os furtos anteriores e afirmou que o filho é usuário de drogas e já cometeu outros furtos contra ela. Ela declarou que ele a estaria manipulando para conseguir dinheiro para o vício, causando grande transtorno e abalando seu psicológico. A mãe registrou queixa por furto e violência psicológica e solicitou medida protetiva de urgência.

Em sua versão, o acusado afirmou que foi à casa da mãe para pegar objetos com a intenção de pagar um serviço de pintura que ela teria contratado e não o teria pago. Como não tinha chave, escalou o muro. Disse ter retornado mais tarde porque "não tinha onde ficar". Ele se recusou a informar o paradeiro dos objetos furtados e a delatar o possível comparsa. Ele também recusou atendimento médico para seus ferimentos.

Diante dos relatos, ele foi informado de seus direitos constitucionais e preso em flagrante. Ele deve responder por furto, ameaça e violência doméstica, incluindo a violência psicológica relatada pela mãe.