Uma cena de violência doméstica e agressão a policiais mobilizou várias guarnições da Polícia Militar na noite dessa quarta-feira (28) no Bairro Vila Rosa, em Patos de Minas. Um homem, visivelmente alterado e confessando uso de álcool e cocaína, agrediu familiares, ameaçou de morte o padrasto e um adolescente, resistiu violentamente à prisão e mordeu dois militares, causando lesões leves.

De acordo com informações da PM, o caso foi acionado por volta das 21h40, após vizinhos ouvirem gritos de socorro em uma residência na Rua Carmo do Paranaíba. Um transeunte abordou uma viatura policial relatando que um homem estava "agredindo todo mundo dentro da casa".

No local, os policiais foram recebidos por um homem de 47 anos, que contou que o conflito começou após ele apagar a luz do quintal, o que revoltou seu enteado, de 32 anos. O acusado teria entrado na casa xingando e agredido o padrasto com socos e uma mordida no dedo médio. A mãe dele conseguiu contê-lo em um quarto até a chegada da polícia.

Ao tentar dialogar com o suspeito de 32 anos, os policiais se depararam com ele em estado de agitação extrema, com sinais de embriaguez e sob efeito de substâncias químicas – apresentando espuma na boca e sudorese excessiva. Ao abrir a porta do cômodo, ele avançou contra um dos policiais, proferindo ameaças de morte.

Iniciou-se então uma intensa resistência. O homem desobedeceu a ordens verbais, lutou contra as técnicas de imobilização e, mesmo após ser algemado com a ajuda de reforços, continuou agressivo, desferindo chutes e socos contra os militares. Durante a contenção, ele mordeu a mão de um policial e o dedão de outro, causando lesões leves em ambos os policiais. Foi necessário o uso de força física proporcional e técnicas de imobilização tática para finalmente subjugá-lo.

Além do padrasto, a mãe dele foi vítima de ameaça. Um adolescente, filho da 1ª vítima, também foi alvo de ameaças de morte feitas pelo acusado.

O autor foi levado à Santa Casa de Misericórdia, onde permaneceu hostil, obrigando a administração de sedativos. No hospital, ele confessou às autoridades o consumo de álcool e cocaína. Após ser medicado, foi encaminhado à delegacia, mas permaneceu dormindo, impossibilitando a oitiva.

O padrasto manifestou interesse em representar criminalmente contra o enteado. A mãe confirmou as agressões e demonstrou temor, mas hesitou quanto à prisão do filho, declarando que não iria à delegacia.

Diante da materialidade dos fatos e da resistência oferecida, o enteado foi preso em flagrante e encaminhado à autoridade policial. Ele responderá pelos crimes de lesão corporal, ameaça e resistência à prisão. O caso também foi registrado como violência doméstica.