Este caso de violência contra a mulher aconteceu em Lagoa Formosa. A vítima agredida fisicamente e sofreu graves ameaças de morte por parte do próprio namorado na madrugada de Ano Novo. O homem de 56 anos foi preso em flagrante por ameaça e violência doméstica. Ele imaginava que a companheira estava tendo caso com o próprio filho dela.
De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 00h15 do dia 1° de janeiro, os militares foram acionados via WhatsApp pela vítima. Ela pedia socorro, informando que estava sendo agredida e ameaçada dentro de um veículo prata, mas não conseguia passar sua localização. A comunicação foi interrompida.
Mais tarde, durante patrulhamento, a filha da vítima abordou a viatura em desespero e conduziu os policiais até uma residência dela. No local, encontraram a vítima saindo da casa em pânico, seguida pelo companheiro, que apresentava visíveis sinais de embriaguez.
Em depoimento, a vítima relatou que namora com ele há cerca de 10 meses. Naquela noite, após saírem para dar uma volta, o homem iniciou uma crise de ciúmes, principalmente em relação ao filho dela, de quem desconfiava ter um relacionamento amoroso com a mãe. A discussão dentro do carro escalou.
Ela contou que, ao tentar descer do veículo, foi impedida por ele, que chegou a mordê-la na boca (sem deixar lesão aparente). Em seguida, foram para a casa dela, onde a situação piorou. O autor a agrediu fisicamente, com enforcamento, e a todo momento a ameaçava, dizendo que se ela chamasse a polícia "iria ficar pior" e que, ao sair da prisão, "iria matá-la de todo jeito".
Ela também revelou que ele, em outras ocasiões, já havia dito que iria conseguir uma arma de fogo para matá-la, embora nunca tenha visto o objeto com ele.
O acusado, bastante embriagado, não deu detalhes dos fatos aos policiais e apenas pedia para a vítima retirar a queixa. Ela não apresentava lesões visíveis e dispensou atendimento médico, mas manifestou clara intenção de representar criminalmente contra o agressor.
Ele foi preso em flagrante pelos crimes de ameaça e violência doméstica (Lei Maria da Penha) e apresentado à autoridade policial na Delegacia de Plantão. A vítima preencheu um formulário de avaliação de risco, que apontou histórico de ciúme excessivo, controle sobre sua vida, ameaças e agressões aos filhos dela.
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