O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a segunda fase da Operação Hybris, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa envolvida em receptação, adulteração de sinais identificadores, ocultação, transporte e comercialização de veículos e maquinários de origem ilícita.

A operação é coordenada pelo GAECO Regional de Patos de Minas, que tem à frente o promotor de Justiça, doutor Lucas Romão. As investigações representam um desdobramento da primeira fase da Operação Hybris, quando foi identificada uma organização criminosa especializada na subtração e receptação de máquinas agrícolas. Mesmo após o oferecimento da denúncia criminal, os investigados teriam continuado a praticar novos delitos.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontam que a associação criminosa seria comandada por um indivíduo já identificado e denunciado como uma das lideranças do grupo investigado na primeira etapa da operação. Há indícios de que ele tenha mantido as atividades ilegais, contando com novos colaboradores e utilizando uma estrutura voltada à circulação e ocultação de bens provenientes de crimes.

A segunda fase da Operação Hybris foi desencadeada após a análise de novas ocorrências policiais e do cruzamento de informações obtidas em aparelhos celulares, documentos fiscais, registros de localização, dados de veículos e conversas por aplicativos de mensagens, além de outros elementos relacionados à logística utilizada pela organização.

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão, sendo três em Minas Gerais e um no Estado da Bahia, além de cinco mandados de busca e apreensão, dos quais quatro são cumpridos em Minas Gerais e um na Bahia. Até o momento, duas prisões já foram efetivadas, três mandados de busca cumpridos e apreendidos cinco aparelhos celulares e um notebook.

De acordo com o MPMG, as medidas judiciais buscam a obtenção de novas provas, especialmente equipamentos eletrônicos, documentos, registros financeiros e materiais relacionados a veículos, visando esclarecer a estrutura da organização criminosa, a divisão de tarefas, a cadeia de comando e a eventual participação de outros envolvidos.

A operação conta com a atuação conjunta da 10ª, 9ª e 5ª Regiões da Polícia Militar de Minas Gerais, com efetivo empregado em Uberlândia e Frutal, além do apoio dos GAECOs Regionais de Uberlândia e Uberaba, do GAECO do Ministério Público da Bahia e da 10ª Região Integrada de Segurança Pública da Polícia Penal de Minas Gerais.

A Operação Hybris – Fase 2 reforça a atuação integrada das forças de segurança e do Ministério Público no combate às organizações criminosas voltadas aos crimes patrimoniais e à receptação de veículos e maquinários, especialmente no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.