Um homem de 26 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na manhã dessa quarta-feira (8), em Patos de Minas, após ameaçar a própria mãe durante uma discussão por dinheiro. Segundo a vítima, o filho, usuário de drogas, vinha promovendo constantes intimidações e já havia destruído móveis da residência e agredido a irmã em ocasiões anteriores.

De acordo com informações policiais, a ocorrência foi registrada em uma chácara na região do Pôr do Sol, após a mulher acionar o telefone de emergência informando que o filho estava fazendo ameaças e exigindo dinheiro referente a uma motocicleta que, segundo ele, seria de sua propriedade.

A vítima relatou aos militares que o filho não trabalha, vive às suas custas e faz uso de entorpecentes. Ainda conforme seu depoimento, devido ao comportamento agressivo do rapaz, foi necessário retirá-lo da residência principal e acomodá-lo em uma casa ao lado da propriedade.

Na data dos fatos, o homem voltou a ameaçar a mãe, chamando-a de "caloteira" e exigindo o pagamento do suposto valor devido. Segundo a ocorrência, ele chegou a estabelecer um prazo para que a mulher efetuasse o pagamento, deixando bilhetes com mensagens ameaçadoras, nos quais afirmava que iria "destruí-la" e dar a ela "o que merece". A vítima também contou que, antes da chegada da Polícia Militar, o filho estava de posse de uma machadinha, proferindo gritos e xingamentos contra ela.

Durante a abordagem, o suspeito apresentava-se bastante exaltado, falando em tom elevado e negando as acusações. A mãe entregou aos policiais os bilhetes escritos pelo filho. Diante da situação, os militares deram voz de prisão ao autor, que foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.

Ainda conforme as informações policiais, mesmo já na delegacia, o homem continuou fazendo ameaças contra a mãe. Segundo os policiais, ele afirmou que "devia ter dado um tiro na cara da mãe" e declarou que a Lei Maria da Penha "vai matar várias mulheres que estão colocando os homens na cadeia".

O caso foi registrado como ameaça no contexto de violência doméstica e será investigado pela Polícia Civil.