A tentativa de homicídio aconteceu dentro do sistema prisional na manhã dessa terça-feira (17) no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Carmo do Paranaíba. Um detento foi encontrado com lesões graves após a conferência das celas, quando foi verificada uma confusão, envolvendo os detentos.

De acordo com a ocorrência policial, por volta das 8h45, os policiais penais de plantão realizavam a conferência nominal dos presos no Pavilhão A quando, ao abrirem a cela denominada "Oficina 04", se depararam com os detentos exaltados e em pé, em claro ato de desobediência às normas da unidade. Foi nesse momento que a equipe observou que o preso de 44 anos apresentava lesões visíveis no rosto e nas costas.

A vítima foi rapidamente socorrida. O relatório médico anexado ao boletim de ocorrência indica que ele sofreu ferimentos considerados graves. A informação preliminar é de que ele teria sido agredido por outros detentos durante uma briga generalizada na cela. Os detentos chegaram a apontar um suspeito e o motivo: “teria mexido com a mulher do acusado, tentado estuprá-la”.

Durante a confusão, outro preso também ficou ferido por um disparo de munição não letal, utilizado pelos agentes para conter a desordem. Segundo o relatório médico, este apresentava um ferimento no flanco esquerdo, com escoriação e sangramento contido, provocado por um impacto de bala de borracha.

A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada e esteve no local para realizar os levantamentos e investigar as circunstâncias da tentativa de homicídio e da desordem. A ocorrência foi registrada como homicídio tentado e desobediência, e os envolvidos, incluindo vítimas e testemunhas, foram qualificados no boletim.

A vítima da tentativa de homicídio foi levada à UPA local e após ser atendido pelo médico foi verificado lesão no pulmão, face e possível trauma de cabeça e ainda possuía vários hematomas pelo corpo. O médico da UPA solicitou em caráter de urgência a transferência da vítima para o Hospital Regional de Patos de Minas onde permanecerá internado.

A administração do presídio deve instaurar um procedimento interno para apurar as responsabilidades e identificar os autores das agressões. A vítima permanece sob custódia do estado.