Em uma sessão que se estendeu ao longo desta quarta-feira (18) e foi até tarde da noite, o Tribunal do Júri da Comarca de Patos de Minas decidiu o destino de cinco homens denunciados por uma série de ataques violentos ocorridos dentro do Presídio Sebastião Satiro. O conselho de sentença analisou os fatos ocorridos em junho de 2024, quando uma disputa por drogas na Cela 10 resultou em tentativas de asfixia e espancamentos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a violência foi motivada pelo sumiço de um "boró" (gíria para entorpecentes). Inicialmente, os detentos Alef Willian Dias Silva, Raniel Bertoldo Trigueiro, Phatrick Pereira Pacheco e Misael da Silva Basílio investiram contra Alison Lima Oliveira, utilizando um lençol para asfixiá-lo até o desmaio.

Segundo as investigações, após o primeiro ataque, o próprio Alison se juntou aos seus agressores para atacar uma segunda vítima: Edson Carvalho Pereira. Edson foi agredido com chutes e pisões, asfixiado e chegou a ser pendurado pelo pescoço em uma grade da cela. Ele só sobreviveu graças à intervenção rápida dos policiais penais, que cortaram o lençol e o socorreram ao hospital.

Após horas de debate entre acusação e defesa, os jurados decidiram pela condenação dos envolvidos, com penas que, somadas, ultrapassam os 60 anos de reclusão.

- Phatrick Pereira Pacheco (Jericó): Recebeu a maior pena, sendo condenado a 20 anos de reclusão pelo homicídio qualificado tentado contra Edson, embora tenha sido absolvido em relação ao ataque contra Alison.

- Alef Willian Dias Silva foi condenado a 17 anos, 09 meses e 10 dias de reclusão, além de 04 meses e 20 dias de detenção. No caso da vítima Alison, o crime foi desclassificado para lesão corporal.

- Raniel Bertoldo Trigueiro (Drão) foi sentenciado a 16 anos de reclusão pela tentativa de homicídio contra Edson. Assim como Phatrick, foi absolvido quanto à primeira vítima.

- Misael da Silva Basílio (Surubinha) teve a pena fixada em 12 anos, 05 meses e 10 dias de reclusão e 03 meses de detenção, com a conduta contra Alison também desclassificada para lesão corporal.

Os réus, que já se encontravam presos no Presídio Sebastião Satiro, retornam ao sistema prisional para o cumprimento das novas penas impostas pela Justiça.