Um homem de 39 anos foi preso em flagrante na noite dessa terça-feira (10) suspeito de descumprir medida protetiva de urgência contra a ex-companheira, no bairro Vila Garcia, em Patos de Minas. O caso foi registrado pela Polícia Militar por volta das 18h20, após a vítima acionar as autoridades por meio do "botão do pânico", informando que o ex-namorado estava se aproximando de sua residência.
De acordo com informações da Polícia Militar, a mulher possui medida protetiva vigente que impede o ex-namorado de se aproximar a menos de 200 metros de sua casa ou de manter qualquer tipo de contato com ela. O suspeito utiliza tornozeleira eletrônica e, ao longo da tarde, o sistema de monitoramento emitiu quatro alertas consecutivos indicando a proximidade do agressor, sendo o último registrado por volta das 17h30.
Diante dos alertas, os militares se deslocaram até a residência do suspeito, onde ele foi localizado. Questionado, ele afirmou que esteve na região comercial do bairro e acredita que o alerta tenha sido ativado por uma passagem breve nas proximidades. Negou ter permanecido nas cercanias da casa da ex-companheira e disse estar frequentando encontros semanais em cumprimento às medidas restritivas.
No local, a vítima apresentou aos policiais as notificações recebidas no celular e informou que o aparelho de chamado de emergência foi acionado corretamente. Ela também preencheu um formulário de avaliação de risco, no qual relatou histórico de violência doméstica, incluindo agressões físicas como empurrões, apertões no braço e enforcamento, além de perseguição e ciúme excessivo por parte do agressor. A mulher informou ainda que ele já havia descumprido medidas protetivas anteriormente, faz uso abusivo de álcool e já manifestou ideação suicida.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante a ele com base no artigo 24-A da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que tipifica o descumprimento de medida protetiva de urgência. O suspeito foi conduzido ileso à delegacia de plantão, onde o registro foi apresentado à autoridade de polícia judiciária para as providências cabíveis. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Patos de Minas e segue sob investigação.
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