Manifestação realizada na manhã deste sábado (07) na BR 365 em Patos de Minas na deixou um recado para o Governo de Minas: a região não aceita pagar a conta de um projeto de concessão de rodovias que não prevê melhorias imediatas. Lideranças políticas, empresários e representantes de motoristas profissionais se uniram em frente ao Posto Patão, para barrar o modelo de concessão proposto pelo Estado.
Com o lema "Sem obras e duplicação, pedágio não", o grupo criticou duramente a possibilidade de instalação de praças de cobrança sem que o cronograma de obras garanta a segurança e a fluidez que a rodovia exige.
A deputada estadual Lud Falcão lembrou que Governo Federal já possui orçamento destinado e um projeto pronto para a duplicação do trecho da BR 365 entre Patos de Minas e Patrocínio. No entanto, a obra está "na gaveta" porque o Governo de Minas Gerais ainda não entregou as licenças ambientais necessárias.
O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, subiu o tom das críticas ao modelo de concessão. Segundo ele, a proposta atual funciona como uma "injeção de caixa" para o Estado, que poderia arrecadar até R$ 500 milhões, mas quem paga essa fatura é o cidadão que trafega diariamente pela rodovia.
Falcão confirmou que já acionou o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) com uma representação contra o processo de concessão. A expectativa agora é por uma decisão do órgão que possa paralisar ou revisar os termos do edital.
O clima entre os manifestantes foi de união. Faixas e discursos inflamados reforçaram que a terceirização, da forma como está desenhada, é um retrocesso para o desenvolvimento econômico de Patos e região. Os manifestantes pediram que a população e as entidades de classe permaneçam vigilantes para impedir que a cobrança comece antes que as máquinas entrem na pista.
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