Prefeitos de municípios do Alto Paranaíba se mobilizaram para pedir ao Governo de Minas Gerais a reconsideração da exoneração de Carlos José Coimbra do cargo de superintendente Regional de Ensino de Patos de Minas. A manifestação foi formalizada pela Associação dos Municípios da Microrregião do Alto Paranaíba (AMAPAR) e destaca a experiência do gestor e a importância da continuidade do trabalho desenvolvido na região.

Carlos Coimbra foi exonerado no início de agosto, depois de mais de sete anos à frente da Superintendência Regional de Ensino de Patos de Minas. Ele assumiu o cargo em julho de 2019, após processo seletivo, e vinha conduzindo a estrutura responsável pelo acompanhamento das escolas estaduais de dezenas de municípios da região.

Na manifestação, os prefeitos afirmam que a exoneração ocorre em um momento delicado do calendário escolar, com o segundo semestre letivo já em andamento e uma série de reuniões, projetos, ações e compromissos previamente organizados.

Segundo os prefeitos, uma mudança na gestão neste momento pode provocar descontinuidade administrativa, exigir readequações imediatas e afetar iniciativas que já estão em execução. Eles defendem que a permanência de um gestor que conhece a realidade das escolas e mantém diálogo com as administrações municipais poderia contribuir para a continuidade das ações até o encerramento do calendário escolar.

Outro argumento apresentado é a trajetória profissional de Carlos Coimbra. Segundo a AMAPAR, são aproximadamente quatro décadas dedicadas à educação, com experiência como professor, diretor e gestor regional.

Os prefeitos também destacam a relação construída por Carlos Coimbra com diretores, equipes pedagógicas, profissionais da educação e lideranças dos municípios. O documento cita ainda a participação do superintendente em ações voltadas à melhoria dos indicadores educacionais e na preparação das escolas para avaliações como o IDEB.

Embora reconheçam que a escolha dos integrantes da administração estadual é uma prerrogativa do Governo de Minas, os prefeitos defendem que a decisão seja reavaliada diante dos argumentos apresentados.