A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta semana um inquérito que desmantelou uma organização criminosa especializada no furto em série e na revenda ilegal de contentores plásticos de uso rural. A ação, que teve início após denúncia de um proprietário de terra do município de Rio Paranaíba, recuperou milhares de unidades e evitou um prejuízo total estimado em R$ 640 mil.
As investigações foram deflagradas quando o dono de uma fazenda da região identificou que caixas plásticas (contentores) marcadas com a logomarca de sua propriedade estavam sendo comercializadas por terceiros, sem qualquer autorização. Imediatamente, uma equipe da PCMG em Rio Paranaíba iniciou diligências que levaram à localização e recuperação de grande quantidade do material, não apenas no município de origem, mas também na cidade vizinha de Patrocínio.
De acordo com as apurações, os contentores eram retirados da propriedade de forma contínua e organizada, inclusive durante finais de semana e feriados, sempre às escondidas do proprietário. Testemunhas e funcionários relataram à polícia que uma parte significativa do material subtraído estava em perfeito estado de conservação. Esse dado foi crucial, pois as normas internas da fazenda permitiam apenas o descarte ou a venda de unidades que estivessem danificadas e inservíveis, nunca das que estavam em plenas condições de uso.
O inquérito foi robustecido por um conjunto de provas técnicas. A Polícia Civil coletou e analisou imagens de circuitos de segurança, registros fotográficos e, principalmente, vídeos e áudios extraídos de um aparelho celular apreendido com autorização judicial. O material digital evidenciou todo o fluxo do crime, mostrando negociações, carregamentos, transporte e a posterior revenda dos contentores, inclusive para compradores fora do estado de Minas Gerais.
A materialidade dos crimes foi comprovada através do boletim de ocorrência original, dos controles de estoque fornecidos pela vítima, dos registros de recuperação dos bens e de um laudo pericial de avaliação indireta. Este laudo foi responsável por calcular o prejuízo financeiro com base no valor de mercado dos contentores que não foram recuperados.
Diante do volume e da solidez das provas, a Polícia Civil formalizou o indiciamento de todos os investigados. Eles responderão, na Justiça, pelos crimes de furto qualificado (pela modalidade continuada e por serem bens de uso rural), receptação qualificada e associação criminosa.
O inquérito policial, agora concluído, foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais, que analisarão as provas e promoverão a ação penal contra os acusados. A operação destacou a atuação coordenada e técnica da PCMG no combate a crimes patrimoniais de grande impacto na economia rural da região.
[[ comentario.apelido ]]
[[ comentario.data ]][[ comentario.texto ]]
Comentário removido pelos usuários
[[ resposta.apelido ]]
[[ resposta.data ]][[ resposta.texto ]]