A Polícia Militar apreendeu uma espingarda de fabricação artesanal e prendeu um homem de 60 anos por posse ilegal de arma de fogo na tarde dessa quarta-feira (17), no distrito de Retiro da Roça, zona rural de Lagamar. A ação ocorreu após denúncias de que a arma poderia ser utilizada em um possível atentado relacionado a um caso anterior de tentativa de homicídio registrado na comunidade.

Segundo informações da Polícia Militar, os militares realizavam visitas preventivas a pessoas envolvidas em um registro anterior de tentativa de homicídio quando receberam informações de que um morador da região estaria interessado em comprar uma espingarda polveira pertencente a outro residente da localidade. Ainda conforme as denúncias, o suposto comprador pretendia utilizar a arma contra pessoas envolvidas no caso anterior.

Diante das informações, os policiais foram até a residência onde o proprietário da arma se encontrava. Questionado sobre a existência da espingarda, ele confirmou que possuía o armamento e informou que o mantinha guardado sob o colchão de sua cama, em sua residência. O homem relatou que adquiriu a arma há cerca de três anos de um ex-enteado já falecido e afirmou não possuir documentação referente ao armamento.

O morador também contou aos militares que havia recebido uma oferta de R$ 300 pela espingarda, mas que recusou a proposta e não realizou a venda.

Com a autorização do suspeito, os policiais seguiram até a residência e localizaram a arma no local indicado. A espingarda polveira, de fabricação artesanal, foi encontrada em condições de funcionamento e imediatamente apreendida.

Após a apreensão, o homem foi conduzido ao Hospital Municipal de Lagamar para atendimento médico e realização do auto de corpo de delito. Em seguida, ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Presidente Olegário juntamente com a arma apreendida para as providências cabíveis.

A Polícia Militar informou ainda que o homem apontado nas denúncias como interessado em adquirir a espingarda não foi localizado durante as diligências. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.