O caso do padrasto acusado de jogar o enteado de 4 anos do 5° andar de um prédio no bairro Ipanema, em Patos de Minas, teve um desfecho final nesta quinta-feira (22). Eduardo Henrique Portilho Queiroz foi condenado a 21 anos e 4 meses pela tentativa de homicídio. O julgamento aconteceu no Fórum Olympio Borges, em Patos de Minas.
O processo tramitou sob segredo de justiça devido envolver uma criança. No início da noite do dia 10 de maio de 2025, a Polícia Militar e o SAMU foram acionados no condomínio. Os socorristas fizeram o atendimento a criança e a encaminhou para o Hospital Regional Antônio Dias. Apesar da gravidade de como aconteceu, o garotinho sofreu ferimentos considerados leves.
A Polícia Militar iniciou as diligências para descobrir o que havia acontecido. Testemunhas relataram terem ouvido uma discussão antes de presenciarem o garoto caído no chão. Uma pessoa afirmou que havia visto o homem segurando a criança pela janela antes de soltá-la.
No dia do crime, a Polícia Militar informou que a mãe da criança disse que o autor e seu filho deram banho no cachorro de estimação e, logo após, o homem deu banho na criança, como de costume. Em seguida, ela entrou no banheiro para tomar banho, deixando o menino e o companheiro na sala, aparentemente brincando. Disse que, antes de iniciar o banho, ouviu a criança dizer com voz de medo: “Não, mano, não, mano”, referindo-se ao autor, pois “mano” era o apelido usado por ela para se referir ao companheiro.
Ela também teria informado que ouviu o homem responder à criança: “Ó brow, ó brow”, como se estivesse brincando de jogá-lo. Depois disso, houve silêncio. Ela não ouviu mais a criança até ser chamada pelo companheiro, que disse com voz séria: “Chama o SAMU, ele caiu da janela”. Ela correu até a janela e viu o filho caído no solo, descendo imediatamente para socorrê-lo. A criança repetia: “O mano me jogou da janela, o mano me jogou da janela. ”
Moradores do condomínio informaram que Eduardo tentou fugir, mas foi contido na portaria até a chegada da Polícia Militar. Uma câmera de segurança registrou a cena. Para a polícia, Eduardo teria dito que estava brincando com a criança próximo à janela, mostrando a vista do novo apartamento, e a criança teria caído acidentalmente, pois ele não conseguiu segurá-la. Negou ter agido com maldade e afirmou considerar a criança como um filho.
A Polícia Civil teve uma participação crucial para que o homem fosse denunciado pelo crime. Mesmo que Eduardo tenha negado a tentativa de homicídio, ainda no dia do ocorrido os investigadores ouviram diversas pessoas e conseguiram provas suficientes de que o padrasto havia cometido o crime.
Após os debates entre acusação e defesa no Tribunal do Júri, os jurados formaram maioria pela condenação de Eduardo. Ele foi condenado a 21 anos e 4 meses pela tentativa de homicídio qualificado pelo crime ter acontecido contra pessoa menor de 14 anos. A defesa considerou a pena elevada e afirmou que irá recorrer.
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