O influenciador digital Júnior Pena, que mora nos Estados Unidos há cerca de 17 anos, foi preso no último fim de semana pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Ele está detido no Centro de Detenção Delaney Hall, localizado em Newark, no estado de Nova Jersey. Júnior é natural de Belo Horizonte, mas passou a maior parte da vida na cidade de Tiros e se considerava um tirense.
Com mais de 480 mil seguidores nas redes sociais, Júnior ganhou notoriedade principalmente entre brasileiros que vivem nos EUA, ao produzir conteúdos sobre imigração, trabalho e rotina no país, além de realizar campanhas humanitárias para ajudar imigrantes em situação de dificuldade. Ele também fazia lives para juntar casais.
Segundo informações divulgadas pelo policial Maycon MacDowel, amigo pessoal do influenciador, a prisão ocorreu por um problema administrativo relacionado ao processo migratório. De acordo com ele, Júnior não compareceu a uma audiência de imigração, o que motivou a ação do ICE.
Maycon esclareceu ainda que o influenciador não possui ordem de deportação. Conforme explicado, Júnior havia entrado no país pelo México e estava inserido em um processo legal que previa a possibilidade de pedido de perdão à Corte de Imigração, o qual teria sido aprovado. Com isso, ele poderia retornar ao Brasil e seguir com o processo de legalização de forma regular.
“O problema foi o não comparecimento à audiência. Para não ter fofoca: ele não tem carta de deportação nenhuma”, afirmou Maycon em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo ele, uma advogada já foi contratada e atua para tentar reverter a detenção.
Antes da prisão, Júnior Pena havia publicado vídeos minimizando o impacto das políticas migratórias mais rígidas adotadas pelo governo norte-americano. Em diversas ocasiões, ele afirmou que as deportações atingiriam apenas imigrantes em situação irregular ou envolvidos com crimes, e chegou a pedir calma aos brasileiros que vivem nos Estados Unidos.
Em dezembro, no entanto, o influenciador também divulgou um vídeo crítico ao ICE, no qual afirmou que agentes da imigração estariam praticando “ações desumanas”.
A prisão está tendo grande repercussão nos Estados Unidos e também no Brasil. Amigos e apoiadores de Júnior organizaram uma vaquinha online para custear despesas jurídicas e judiciais. A meta da arrecadação é de US$ 50 mil.
Até o momento, o ICE não divulgou nota oficial sobre o caso. O influenciador segue detido enquanto a defesa aguarda novos desdobramentos do processo migratório.
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