Uma mulher de 37 anos acabou detida pela Polícia Militar na tarde desse domingo (08), em Patrocínio, após confessar ter inventado um roubo para justificar a perda de dinheiro em sites de apostas. O caso, que mobilizou diversas viaturas e equipes da PM, começou durante a madrugada e terminou com a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por comunicação falsa de crime.

O primeiro chamado aconteceu por volta das 05h50. A mulher, que trabalha como motorista de aplicativo, abordou uma guarnição relatando um assalto. Segundo a versão inicial, ela teria aceitado uma corrida no Parque de Exposições para dois homens. Ao chegar no bairro Serra Negra, o passageiro do banco da frente teria encostado uma faca em sua barriga e anunciado o assalto.

A mulher passou as características dos supostos assaltantes e afirmou que eles levaram R$ 500,00 em dinheiro, cartão bancário e documentos pessoas e um telefone celular dela, um celular Redmi Note 150. A Polícia Militar fez rastreamentos, mas no momento não conseguiu localizar os suspeitos.

Desconfiados de algumas inconsistências, as equipes do Tático Móvel e da CPU retornaram à residência da suposta vítima durante a tarde para novos levantamentos. Ao verificarem a conta bancária da mulher com o auxílio da central de atendimento do banco, os policiais descobriram uma transferência via PIX realizada às 04h47 para uma conta suspeita.

Pressionada, a mulher apresentou versões contraditórias, dizendo primeiro que o valor era troco de uma corrida e, depois, admitindo que era para um site de apostas. O cerco se fechou quando uma vizinha relatou que, no dia anterior, a motorista havia pedido R$ 1.000,00 emprestados alegando ser uma situação de "vida ou morte".

Sem saída, a mulher confessou que não houve assalto algum. Ela admitiu ter gastado todo o dinheiro em uma plataforma de jogos de azar e que chegou a vender o próprio celular por R$ 500,00 para um desconhecido para tentar recuperar o prejuízo. A mulher confessou que inventou a história exclusivamente para dar uma explicação ao marido, de 62 anos, sobre o sumiço dos valores e do aparelho.

O companheiro confirmou aos policiais que a esposa enfrenta problemas recorrentes com vício em jogos. Por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo (Art. 340 do Código Penal), foi lavrado um TCO.