Dois homens foram presos no final da manhã desta sexta-feira (27), em Patos de Minas, acusados de envolvimento em um caso que reúne denúncias de agressão, cárcere privado e estupro. De acordo com as investigações preliminares, o crime teria sido cometido por um deles, enquanto o segundo, que estava no local e não interveio para impedir os abusos, poderá responder de forma solidária.

As prisões ocorreram após familiares de uma mulher de 40 anos acionarem a Polícia Militar. A denúncia indicava que ela estava sendo mantida contra a própria vontade em uma residência na parte alta da cidade. Ao chegarem ao endereço, os policiais precisaram insistir para que os ocupantes abrissem a porta. No imóvel, foram encontrados dois homens e a vítima. Embora os suspeitos tenham negado as irregularidades inicialmente, a mulher revelou detalhes estarrecedores em uma conversa particular com os militares.

A vítima relatou que foi convidada por um homem de sua confiança para ir à casa dele na noite anterior. Segundo ela, outras pessoas estavam na residência consumindo bebidas alcoólicas e drogas. A situação era de normalidade até o momento em que os convidados começaram a ir embora. Ao manifestar o desejo de também sair, ela foi impedida.


A mulher afirmou ter sido levada para um quarto e obrigada a manter relações sexuais com o autor, sendo agredida fisicamente e tendo seu celular confiscado. Segundo o Sargento Peres, da Polícia Militar, a vítima apresentava marcas pelo corpo compatíveis com o relato das agressões. Ela conseguiu pedir socorro após esperar o agressor dormir para recuperar o aparelho celular.

O principal suspeito nega as acusações, alegando que a relação sexual foi consensual. Contudo, diante das evidências e do depoimento da vítima, ele foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Plantão. A faca que teria sido usada para ameaçar a mulher foi apreendida.

O outro homem que esteve presente na residência também foi levado para prestar esclarecimentos. Embora não tenha participado diretamente dos atos de violência, ele poderá ser responsabilizado pela omissão diante do crime.