Um homem de 39 anos foi preso, na noite deste domingo (09), após agredir e ameaçar de morte a ex-companheira, de 32 anos, no bairro Santa Luzia, em Patos de Minas. Os dois estão separados há cerca de dois meses e, conforme relatado pela vítima, o homem não aceitava o fim do relacionamento. Para a polícia, o homem negou as agressões, mas afirmou que vai matá-la.
Segundo a Polícia Militar, a mulher contou aos policiais que esteve em um sítio com o ex-companheiro e, ao retornarem para a residência, ele teria começado a xingá-la e ameaçá-la. Em seguida, ainda segundo o relato, o homem teria puxado o braço dela, deixando uma marca, e dado um soco em seu rosto, atingindo parcialmente o olho direito. A vítima apresentava vermelhidão no local.
A mulher relatou ainda que, durante o relacionamento, o ex-companheiro não a agredia fisicamente, mas fazia ameaças frequentes. As agressões, segundo ela, começaram após a separação. Ela também afirmou temer pela própria vida e pela segurança dos filhos do ex-companheiros, que são de outro relacionamento. O homem estaria fazendo ameaças relacionadas a eles.
Durante o atendimento, os policiais tiveram acesso ao telefone da vítima e visualizaram mensagens trocadas com o ex-companheiro. Ele teria utilizado mensagens de visualização única para fazer ameaças e, em diversas ocasiões, afirmado que iria matá-la. A vítima manifestou aos policiais a intenção de representar contra o ex-companheiro e solicitar uma medida protetiva de urgência.
Os militares foram até a residência do homem, mas ele não estava no local. Durante uma busca no quarto os policiais encontraram diversas facas espalhadas pelo imóvel, inclusive em uma janela, debaixo do travesseiro e em outros cômodos.
Algumas horas depois, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima informando que o homem havia retornado para casa. Uma equipe foi até o endereço e realizou a prisão.
Ele teria negado que agrediu a ex-companheira, mas teria confirmado as ameaças, dizendo aos policiais que iria matá-la. Ele foi informado sobre seus direitos constitucionais e conduzido para a Delegacia de Plantão.
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