O Tribunal do Júri de Patos de Minas condenou, nessa segunda-feira (14), Jairo Nunes da Silva Neto por tentar matar Renato Alves de Sousa, em 2022. O crime estaria relacionado a uma disputa por território ligado ao tráfico de drogas. Felipe Henrique Pereira, que também respondia pelo crime, foi absolvido pelos jurados.

Os dois réus foram acusados pelo Ministério Público de tentativa de homicídio triplamente qualificado e de integrar uma organização criminosa. A acusação sustentou que o crime foi cometido por motivo torpe, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e por meio que resultou em perigo comum.

Após quase 12 horas de julgamento, os jurados votaram pela condenação de Jairo e pela absolvição de Felipe. A pena de Jairo foi fixada em 15 anos e três meses de reclusão.

Relembre o caso

Segundo a denúncia, o crime aconteceu por volta das 23h30 do dia 17 de outubro de 2022, na Rua Emília da Mota, no bairro Santa Luzia, em Patos de Minas. A vítima, Renato Alves, teria se desentendido com Jairo por questões relacionadas ao tráfico de drogas e tentado matá-lo, um mês antes, porque o réu havia determinado que ele desocupasse um imóvel nas proximidades do Terminal Rodoviário. A região seria comandada por Jairo para a comercialização de drogas. Renato já foi inclusive julgado e condenado pela tentativa de homicídio contra Jairo. Na época, ele foi sentenciado a cinco anos e 20 dias de reclusão.

Na noite de 17 de outubro, Jairo e Felipe teriam ido até as proximidades da casa de Renato em uma motocicleta Honda/Titan de cor preta, conduzida por Felipe. Jairo estava na garupa e teria efetuado diversos disparos contra Renato.

A vítima foi surpreendida, mas conseguiu escapar. De acordo com a denúncia, quando Jairo tentou efetuar novos disparos, a arma falhou. Renato aproveitou o momento para fugir, pulando os muros de imóveis próximos para se esconder. No local, foram encontrados cinco cartuchos deflagrados e um intacto.

O Ministério Público sustentou que o crime foi cometido em razão da disputa por território ligado ao tráfico de drogas. Ainda conforme a denúncia, Jairo exerceria a função de “disciplina” dentro de uma organização criminosa, ajudando a resolver questões envolvendo outros integrantes.