Uma ocorrência de violência doméstica terminou com duas prisões em flagrante na noite de sábado (18), bairro Nossa Senhora de Fátima, em Patos de Minas. O jovem de 27 anos foi autuado por ameaça e resistência, enquanto seu padrasto foi preso por desacato. O acusado teria ateado fogo nas roupas da esposa e ameaçado por mensagem.

De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima — companheira do autor, acionou a PM por volta das 19h45. Ela contou aos militares que, ainda no fim da tarde, por volta das 17h20, havia discutido com o companheiro depois que ele fez uso de bebida alcoólica. Uma primeira guarnição chegou a ser acionada, mas foi dispensada quando o suspeito se acalmou.

Após a saída da primeira equipe, segundo a vítima, ele voltou a se exaltar. A vítima afirmou ter sido ameaçada de morte e disse que o companheiro ateou fogo em várias de suas roupas e em um skate de sua propriedade. Durante o episódio, ele ainda teria ameaçado atirar tijolos do quintal contra ela e dito que atropelaria a companheira e o filho do casal, um bebê de apenas três meses de idade.

Já fora de casa, ela relatou ter recebido do companheiro uma fotografia de visualização única em que ele aparecia com um revólver sobre o peito, acompanhada da mensagem: "O que é seu está guardado". Ela afirmou aos policiais acreditar que a imagem havia sido feita naquele mesmo dia, pois a roupa era a mesma que ele usava no momento dos fatos.

Ao chegarem à residência, os militares foram recebidos pela mãe do suspeito e pelo padrasto. Ambos, segundo o relatório, com fortes sinais de embriaguez — fala desconexa, andar cambaleante e hálito etílico. O jovem apareceu em seguida, também aparentando embriaguez, e negou as acusações.

Recebida a voz de prisão, ele resistiu à ação policial, chegando a empurrar um dos militares. A guarnição precisou aplicar técnicas de contenção — torção de articulação e algemação — para efetuar a prisão. Da abordagem resultaram escoriações no rosto do suspeito e no cotovelo direito do cabo responsável pela contenção.

Enquanto ele era detido, o padrasto passou a xingar os policiais, gritando frases como "quem manda na minha casa sou eu. Vocês são uns folgados, vagabundos", e chegou a fechar os punhos como se fosse agredir um tenente da corporação. Foi contido por outros três militares e igualmente algemado, sofrendo escoriações no rosto. A mulher dele também tentou intervir e foi contida para evitar o arrebatamento dos presos, mas não foi conduzida.

Ambos os detidos foram levados à Santa Casa de Misericórdia. Diante das ameaças envolvendo arma de fogo, os policiais realizaram buscas na residência com o apoio do cão farejador Maverik. O animal localizou, escondidas no sofá onde o jovem costumava sentar-se, duas buchas de substância esverdeada semelhante à maconha, que foram apreendidas. A arma de fogo mencionada nas ameaças não foi encontrada.

A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o companheiro e solicitou medidas protetivas de urgência, afirmando temer por sua integridade física e por sua vida. Toda a ação policial foi filmada por uma testemunha, orientada pela guarnição a preservar as imagens caso venham a ser requisitadas pelas autoridades.