Um homem de 42 anos foi preso pela Polícia Militar no sábado (8), em Patos de Minas, após uma ocorrência envolvendo injúria com referência à orientação sexual, ameaça e ato obsceno. O caso aconteceu em um prédio localizado na Rua Major Jerônimo, no bairro São Francisco.

Segundo informações da Polícia Militar, foi acionada pelo sistema 190 após uma denúncia de ameaça e injúria. No local, uma mulher de 40 anos relatou aos militares que é vizinha do homem preso e que ele e a companheira costumam discutir com frequência.

De acordo com a vítima, os envolvidos haviam discutido durante a manhã. Depois do desentendimento, o homem teria deixado o prédio, mas retornou posteriormente. Ainda segundo o relato, ele teria ouvido uma conversa entre a mulher e o cunhado dela, que estava em outro apartamento.

O homem então teria passado a dar socos na porta do apartamento onde morava com a companheira, acreditando que o cunhado da vítima estivesse no imóvel. Conforme o registro policial, ele teria gritado: “Sai daí, seu gordo”. A vítima acredita que ele tenha se confundido por se tratar de apartamentos confrontantes.

Após deixar novamente o prédio e permanecer sentado na calçada, o homem teria passado a ofender a vizinha quando ela se aproximou da janela do apartamento para verificar o que estava acontecendo. Ainda segundo as informações policiais, ele teria utilizado expressões de cunho homofóbico contra a vítima, fazendo referência à orientação sexual dela e proferindo ofensas como “sapatona”, “arrombada” e “vagabunda”.

O registro policial aponta que as ofensas teriam sido proferidas com o objetivo de atingir a honra e a dignidade da vítima em razão de sua orientação sexual, caracterizando, em tese, injúria qualificada por elementos referentes à orientação sexual, tratada no documento como homofobia.

Ainda conforme o relato apresentado à Polícia Militar, após as ofensas, o homem teria retirado os órgãos genitais para fora da bermuda e passado a exibi-los em via pública, em um local com circulação de pessoas. A situação teria sido presenciada por uma testemunha que estava em um imóvel localizado em frente ao prédio onde ocorreram os fatos.

A vítima relatou também aos policiais que, depois das ofensas, o homem teria feito uma ameaça contra ela, afirmando que colocaria fogo em sua motocicleta, uma Yamaha/Fazer de cor azul.

Diante dos relatos apresentados pela vítima e pelas testemunhas, a Polícia Militar identificou fundada suspeita da prática, em tese, dos crimes de injúria qualificada por elementos referentes à orientação sexual, ameaça e ato obsceno.

O homem recebeu voz de prisão e, segundo o boletim, teve assegurados seus direitos constitucionais, incluindo o direito de permanecer em silêncio e de ser assistido por advogado. Questionado pelos militares sobre os fatos, ele optou por permanecer em silêncio.

Em seguida, o homem foi encaminhado e apresentado à Polícia Civil para as providências cabíveis. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar como injúria, ameaça e ato obsceno, todos apontados como consumados.