Os casos de violência envolvendo pais e filhos têm chamado a atenção em Patos de Minas. Uma jovem de 21 anos foi presa em flagrante pela Polícia Militar na tarde dessa quarta-feira (26), após ameaçar a própria mãe, danificar objetos da residência e desacatar um militar durante o atendimento da ocorrência.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 16h35 para atender a ocorrência de ameaça em uma residência localizada no bairro Jardim Vitória II. Conforme as informações, a vítima relatou que a filha, que seria usuária de substâncias entorpecentes, estava fora de casa desde o dia anterior e retornou ao imóvel apresentando um estado de intensa exaltação.
Ainda de acordo com o relato registrado pela PM, temendo pela própria integridade física, a mãe decidiu não abrir o portão para a filha. Diante da recusa, a jovem teria passado a proferir insultos contra a vítima e, em seguida, chutado diversas vezes o portão da residência. A ação teria provocado danos ao hidrômetro da Copasa e ao vidro do padrão de energia elétrica da Cemig.
O registro policial aponta também que a jovem teria danificado tijolos que estavam na parte externa do imóvel e os arremessado contra a residência. A ocorrência foi registrada com as naturezas de ameaça, atendimento de denúncia de infração contra a mulher no contexto de violência doméstica, dano e desacato.
Segundo a vítima, além dos danos, a filha teria feito ameaças caso o portão não fosse aberto, afirmando que acionaria outras pessoas para “dar um fim” nela. Diante do temor de que a situação evoluísse para uma agressão física ou para atos de maior gravidade, a mãe acionou a Polícia Militar.
No local, os policiais tentaram conversar com a jovem, que, segundo as informações policiais, permanecia bastante exaltada. Durante a abordagem, ela teria dirigido ofensas a um dos policiais, dizendo, entre outras expressões, “cala a boca, seu bosta” e “polícia tem é que morrer”.
Diante dos fatos relatados e constatados pelos militares, foi dada voz de prisão em flagrante à jovem, em tese, pelos crimes de ameaça, dano e desacato. Ela foi informada sobre seus direitos constitucionais e, posteriormente, exerceu o direito de permanecer em silêncio durante nova tentativa dos policiais de obter esclarecimentos sobre o ocorrido.
A jovem foi conduzida à presença da autoridade de Polícia Judiciária para as providências legais cabíveis. Segundo a PM, não houve necessidade de utilização de algemas durante a condução. No trajeto até a delegacia, entretanto, ela teria desferido diversos chutes no compartimento destinado ao transporte de presos da viatura, sem causar danos ao veículo.
A mãe acompanhou a equipe policial até a delegacia e manifestou interesse em formalizar a representação nos casos em que a legislação exige manifestação da vítima para o prosseguimento da persecução penal. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil de Minas Gerais para as providências legais.
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