A Polícia Militar prendeu nessa terça-feira (27) no Centro de Patos de Minas Leandro Caixeta Alves. Ele havia sido condenado no dia 20 de julho de 2022 a 8 anos e 4 meses de prisão por matar o professor Gilmar Eustáquio da Silva. Na época do julgamento, ele ganhou o direito de recorrer em liberdade. A prisão aconteceu por ordem judicial. O crime aconteceu em setembro de 2009, há quase 17 anos.

De acordo com informações da Polícia Militar, após ter a ciência do mandado de prisão, a guarnição se dirigiu para o endereço de Leandro no Centro da cidade, onde os policiais foram recebidos pelo irmão dele. O alvo da ordem judicial estava em casa e não ofereceu resistência. Ele foi levado para a delegacia para as demais providências.

O homicídio

O assassinato aconteceu no dia 23 de setembro de 2009. O professor Gilmar Eustáquio da Silva foi assassinado com 67 golpes de tesoura e de faca dentro do próprio apartamento em que morava na rua Diacuí, no bairro Aurélio Caixeta. Uma das tesouras usadas no crime ficou cravada na nuca do educador. Leandro Caixeta Alves confessou o crime, mas ficou preso apenas alguns dias e só agora o julgamento foi marcado.

No dia do julgamento, familiares do professor Gilmar fizeram um protesto na porta do Fórum e cobraram por Justiça. O Ministério Público pediu a condenação de Leandro Caixeta por homicídio e também por furto, já que o dinheiro de um consórcio que Gilmar tinha acabado de receber não foi encontrado.

A defesa, no entanto, alegou legítima defesa. Na época, o advogado Denilson José Martins, argumentou que Leandro foi assediado pelo professor Gilmar, houve um desentendimento e ele acabou matando o educador. A defesa também destacou que Leandro é réu primário, tem bons antecedentes e um bom comportamento junto a sociedade.

A prisão, após 17 anos do crime, mostra que a justiça pode demorar, mas um dia a punição chega e ela deve ser cumprida, conforme determina a legislação.