Universitário e com dois empregos; quem era o homem que matou o filho e se matou

O Patos Hoje conversou com profissionais e com colegas e amigos da família para conhecer melhor o autor da tragédia e para tentar entender o que o levou a cometer este ato extremo.

Evandro dos Santos Araújo e seu filho.

O que leva uma pessoa a tirar a vida do próprio filho e a se matar? Doença, egoísmo, maldade? A tragédia que ocorreu na noite dessa terça-feira (20) em Patos de Minas se tornou motivo de reflexão. O Patos Hoje conversou com profissionais e com colegas e amigos da família para conhecer melhor o autor da tragédia e para tentar entender o que o levou a cometer este ato extremo.

Evandro dos Santos Araújo tinha 34 anos e aparentava ter uma vida estabilizada. Sempre animado e disposto, ele fez muitos amigos em Patos de Minas. Trabalhava em dois empregos, um fixo e, nos dias de folga, atuava como montador de móveis. Bom profissional, Evandro se tornou bastante requisitado na cidade e os interessados tinham que agendar horário.

Com a atual companheira, Evandro estava há cerca de 10 anos. Segundo amigos ouvidos pela redação do Patos Hoje, os dois construíram uma vida juntos, tinham casa própria e há dois anos realizaram o grande sonho de ser pais. “Eles demoraram a conseguir o filho e quando o pequeno João Lino Soares Neto veio ao mundo foi muito festejado”, confidenciou um amigo que preferiu se manter no anonimato.

Por último, Evandro voltou a estudar. Ele cursava agronomia no Centro Universitário de Patos de Minas. Outra conquista foi a troca do carro. O agora universitário conseguiu comprar o Toyta Corolla que tanto queria. Evandro não tinha parentes em Patos de Minas, mas os planos que havia traçado pareciam estar sendo alcançados.

“Ele era um cara muito querido, estava sempre alegre e nunca reclamava. Não tinha cara melhor”, afirmou um dos amigos. "Não dá pra entender o que o levou a fazer isso. A gente até agora está sem acreditar", concluiu

O Patos Hoje também conversou com um psicólogo para tentar entender o que leva uma pessoa a cometer um ato extremo como este. Mesmo sem fazer um diagnóstico, ele explicou que a percepção que se tem é de que Evandro estava adoecido e não conseguia expressar suas emoções.

O delegado de homicídio, Érico Rodovalho, também falou sobre o caso. Chocado com  a cena em que presenciou na varanda dos fundos da casa, ele disse que esta tragédia deve servir de lição para que a gente possa entender melhor o ser humano e para nos tornar pessoas melhores.

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