Sem ter pra onde ir, Projeto Olho Vivo vai ocupar imóvel de Companhia da PM

O Projeto foi elaborado para que a central fosse instalada no espaço onde está localizado o Centro Vocacional.


Sede da 86ª Companhia da Polícia Militar.
O presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública – CONSEP, Fernando Diniz, não poupou críticas ao poder público ao falar das incertezas de um local para a instalação do Olho Vivo em Patos de Minas. O Projeto foi elaborado para que a central fosse instalada no espaço onde está localizado o Centro Vocacional Tecnológico, mas de acordo com Fernando Diniz a Prefeitura não cumpriu o acordo de liberar o espaço. O prazo termina hoje.

O Projeto “Olho Vivo” é uma iniciativa do Governo do Estado. Ele consiste na instalação de câmeras de videomonitoramento em locais estratégicos para coibir a criminalidade. Para Patos de Minas, foram disponibilizadas 18 câmeras de monitoramento para serem instaladas na região central da cidade e todos os equipamentos necessários para a implantação do Projeto “Olho Vivo”. A Prefeitura ficou responsável por fornecer o local para a instalação da base de operação e os profissionais para realizarem as ações que seriam supervisionadas por um policial militar.

O local destinado para a instalação da central de monitoramento do Projeto Olho Vivo foi o CVT. Segundo o presidente do CONSEP, como a Prefeitura não desocupou o imóvel, o comando da Polícia Militar decidiu abrir mão do espaço ao lado, onde funciona a 86ª Companhia da Polícia Militar. A companhia deverá ser transferida para as dependências do 15º BPM.

Para Fernando Diniz, a população e principalmente os moradores do bairro Santo Antônio serão prejudicados, mas segundo ele é a única alternativa encontrada para que a cidade não perca o Projeto “Olho Vivo”, onde serão investidos mais de R$ 1,2 milhão no sistema de monitoramento.

A produção do Patos Hoje tentou fazer contato com o comandante do 15º BPM, TenCel Campos e recebeu a informação de que ele estaria em companhia do prefeito Pedro Lucas tentando encontrar uma alternativa para resolver o problema. Segundo o presidente do CONSEP, hoje é o último prazo.

Autor: Maurício Rocha

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