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Prefeitura economiza R$ 40 mil no Carnaval, mas prevê gastos muito maiores com o Sindicato Rural

A economia com o Carnaval é insignificante diante de outros gastos previstos pela Administração Municipal no orçamento de 2016.

Carnaval de Patos de Minas em 2015. ( Foto: Arquivo Patos Hoje )

O prefeito Pedro Lucas anunciou recentemente que, em decorrência da delicada situação financeira do município, que não tem conseguido sequer pagar os salários dos servidores em dia, não realizará o Carnaval em Patos de Minas este ano. A medida foi bem recebida por boa parte da população. Entretanto, a economia é insignificante diante de outros gastos previstos pela Administração Municipal no orçamento de 2016.

Para se ter uma ideia, o Carnaval de 2015 custou para a Administração Municipal cerca de R$ 70 mil. Ocorre que, segundo o secretário municipal de Cultura, Fábio Amaro, apenas parte desse valor foi pago pela Prefeitura. Segundo ele, quase metade das despesas, em torno de R$ 30 mil, foi custeada por patrocinadores.

Levando em conta que o Carnaval de 2016 teria o mesmo custo do de 2015, é possível afirmar que o município fez uma economia de R$ 40 mil. O valor é considerável, mas se torna insignificante diante da previsão de outros gastos que a Administração Municipal terá ao longo do ano com a realização de outros eventos.

Com a Fenamilho 2016, por exemplo, a previsão é de que o município tenha um gasto quase 10 vezes maior. No ano passado, a Prefeitura repassou para o Sindicato dos Produtores Rurais R$ 180 mil somente a título de parceria. Para este ano, R$ 100 mil já estão garantidos apenas como verba de subvenção.

Isso sem contar o dinheiro investido no Balaio de Arte e Cultura e nas atrações da Fenamilho na Praça. A Fenapraça custou em 2015 cerca de R$ 420 mil, segundo uma fonte ligada a Administração Municipal. Deste valor, a Prefeitura entrou com R$ 170 mil, a Câmara Municipal destinou R$ 100 mil, através de emenda parlamentar, que também é dinheiro público e o restante, R$ 150 mil, foi arrecadado junto a patrocinadores.

Os números levantados pela redação do Patos Hoje mostram que a economia feita com o cancelamento do Carnaval será insignificante diante de outros elevados gastos previstos para Administração Municipal ao longo de 2016.

Autor: Maurício Rocha

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