Com alertas, documentos anteciparam desequilíbrio financeiro de Patos de Minas

Apesar do gasto ter sido menor que a receita, o problema já chamava a atenção porque nos meses seguintes o impacto já era previsível.

Ofícios assinados pelo ex-secretário de Finanças e Orçamento, José Batista Gomes, já alertavam sobre este desequilíbrio.

Documentos que o Patos Hoje teve acesso mostram que a vida financeira do Município de Patos de Minas não anda nada saudável. E não foi por falta de arrecadação. O município chegou a ter um acréscimo de mais de 7% da receita no primeiro quadrimestre. Contudo, os gastos subiram mais de 3 vezes este número.

Os ofícios de junho e agosto, assinados pelo ex-secretário de Finanças e Orçamento, José Batista Gomes, já alertavam sobre este desequilíbrio e orientava o Prefeito Pedro Lucas a tomar medidas saneadoras de maneira emergencial. No entanto, pouca coisa foi feita e o pagamento dos servidores teve que ser atrasado.

Nos primeiros 4 meses do ano, a receita do município aumentou em 7,44% com relação ao mesmo período de 2014, somando um total de R$122.392.000,00. No entanto, as despesas tiveram um acréscimo de 23,68%, totalizando R$88.941.193,00. Este aumento é equivalente a 218,2% a mais que a receita total.

Apesar do gasto ter sido menor que a receita, o problema já chamava a atenção porque nos meses seguintes o impacto já era previsível porque o município, com alto grau de dependência de outras transferências, não teria outras arrecadações. Os ofícios pediram diversas medidas e apontaram caminhos para sanear as contas.

Os documentos pediram corte de 20% dos cargos comissionados, cortes de gastos com celular, corte de 20% de cada secretaria, bloqueio dos telefones fixos e internet e corte nos gastos com contratados e terceirizados. Neste último caso, deveriam ter sido demitidos mais de 300 servidores, para tornar viável a carga horária de 8 horas, o que não foi feito.

Diante disso, o pagamento dos servidores teve que ser atrasado e o décimo terceiro sofre sério risco de não chegar para as compras de fim de ano. A situação do IPREM, que é o instituto de Previdência dos Servidores Municipais, também não está fácil.

Autor: Farley Rocha

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