O advogado Wilian Paiva Durães entrou em contato com o Patos Hoje para denunciar um grande dano ambiental e rompimento da canalização de esgoto em um terreno de propriedade de seu cliente. A intervenção realizada pela Copasa, a qual não foi comunicada aos proprietários, resultou em um grande dano ambiental. A empresa disse, em resposta ao Patos Hoje, que vai retomar o trabalho que foi interrompido devido à chuva.

O procurador explicou que os funcionários da Copasa trabalharam por dias no local, situado na direita da Avenida Fátima Porto, próximo ao Córrego do Monjolo. Eles teriam solicitado a entrada na área no final de dezembro e as chaves foram emprestadas para ser feita uma vistoria no local, sem qualquer permissão para intervenção. “Não foi possível acompanhar a vistoria porque é uma área bastante íngreme e fica ao fundo do terreno", disse.

No entanto, os estragos no terreno foram de crime ambiental. “Trata-se de uma intervenção grave realizada pela Copasa em um terreno de meu cliente, onde foram identificados danos significativos ao meio ambiente e à propriedade. Os responsáveis danificaram nascentes, romperam tubulações, causando o vazamento de esgoto a céu aberto, além de cometerem outros crimes ambientais e danos ao patrimônio particular”, explicou o procurador.

Ele contou que tomará as providências necessárias, porque se trata de crime ambiental. Vai fazer ocorrência na Polícia Militar de Meio Ambiente e notificar a Copasa. O Patos Hoje entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Copasa e recebeu o seguinte posicionamento:

“A Copasa informa que a previsão é que sejam retomadas, nesta quinta-feira (19/02), as intervenções para substituição de redes interceptoras de esgoto no terreno localizado nas proximidades da avenida Fátima Porto, em Patos de Minas. Se as equipes localizarem extravasamentos na região, as providências para saná-los serão adotadas.

As obras foram inviabilizadas em virtude das condições climáticas. O local é de difícil acesso, o que dificulta a passagem de maquinário e torna perigoso a entrada pelas equipes operacionais em período chuvoso. Além disso, as redes estão localizadas a aproximadamente sete metros de profundidade. Dada a complexidade do caso, técnicos da Companhia se mobilizarão para que os serviços serão concluídos o mais breve possível.”