Candidatos de Patos de Minas com patrimônio acima de R$ 300 mil estão na lista do auxílio emergencial

A lista mostra dois candidatos a vereador de Patos de Minas que teriam recebido o auxílio emergencial.

publicado em 10/11/2020, por Maurício Rocha


Agência da Caixa Econômica Federal de Patos de Minas. ( Foto: Arquivo Patos Hoje/Ilustração ) 

O ministro Bruno Dantas tornou pública a lista produzida pelo TCU que contém os candidatos que declararam patrimônio igual ou superior a R$ 300 mil e que receberam alguma parcela do auxílio emergencial até julho de 2020. É possível verificar também casos em que o patrimônio declarado do candidato supera 1 milhão de reais.

A lista mostra dois candidatos a vereador de Patos de Minas que teriam recebido o auxílio emergencial,  Sebastião Geraldo da Silva e Ana Beatriz de Castro Alves Savassi. Aninha é filha da vereadora, ex-prefeita e atual candidata a prefeita de Patos de Minas, Beia Savassi e, segundo o TCU, a inclusão do benefício pode ter sido indevida.

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Aninha Savassi se manifestou sobre o caso. Ela disse que realmente fez o cadastro para receber o auxílio emergencial porque, na época, estava desempregada e pensou que se enquadraria nas regras do benefício. O cadastro foi aprovado e o dinheiro chegou a ser depositado. Entretanto, depois de buscar mais informações, ela disse ter percebido que o auxílio era para pessoas mais necessitadas e devolveu os valores integrais.

“Meu erro foi ter feito o cadastro, uma vez que, apesar de estar desempregada na época e ter entendido que todo desempregado poderia requerer, reconheci que não me encaixava no perfil do programa, pois existem pessoas que precisam mais que eu. Essa é verdade dos fatos”, explicou a candidata mostrando os comprovantes de devolução dos recursos.

Já o candidato Sebastião Geraldo da Silva disse que na época em que recebeu o auxílio emergencial se enquadrava nos requisitos do programa e estava realmente precisando do dinheiro, uma vez que estava impossibilitado de trabalhar por ser da faixa de risco. Com duas crianças pequenas, as quais cuida sozinho, ele disse que se sentiu no direito pedir o auxílio. Sebastião informou também que está disposto a devolver o dinheiro quando tiver condições.

A lista disponibilizada contém o cruzamento de dados realizado pelo TCU e o cruzamento realizado pelo Ministério da Cidadania. O Ministério da Cidadania deliberou pelo cancelamento de todos os benefícios detectados pelo TCU, sem prejuízo da possibilidade dos beneficiários contestarem nos canais adequados.

O órgão destacou, no entanto, que os resultados são apenas indícios de renda incompatível com o auxílio emergencial.

Autor: Maurício Rocha Postado em 10/11/2020
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