Um servidor público foi preso após policiais encontrarem 92 ampolas de medicamentos durante a Operação Fragmento, deflagrada nesta quinta-feira (05), em Patos de Minas e região. O funcionário já era investigado por suspeita de envolvimento com uma organização criminosa responsável pelo fornecimento de drogas em vários municípios. A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e resultou em oito prisões.
De acordo com o delegado Érico Rodovalho, responsável por coordenar as investigações, o servidor era suspeito de atuar no armazenamento de materiais ilícitos para o principal fornecedor de drogas investigado. Durante os nove meses de apuração, a Polícia Civil identificou que ele já teria armazenado armas de fogo para o suspeito, que também era investigado por tráfico de armas.
O servidor foi um dos alvos dos mandados cumpridos durante a operação. Nas buscas, os policiais encontraram 87 ampolas de um medicamento de uso convencional e outras cinco de uma medicação controlada. Segundo o delegado, a quantidade e a forma de armazenamento dos produtos chamaram a atenção dos investigadores.
Érico explicou que os medicamentos encontrados não são comercializados livremente em farmácias nas condições em que foram apreendidos. Como o investigado trabalha em um hospital público e para um consórcio de saúde, a Polícia Civil suspeita que os produtos possam ter sido retirados da rede pública de saúde de maneira irregular. A direção do hospital foi chamada à delegacia para prestar esclarecimentos.
O delegado ressaltou que a possível irregularidade envolvendo os medicamentos não fazia parte da investigação inicial, que estava concentrada no combate ao tráfico de drogas. A descoberta aconteceu durante o cumprimento dos mandados. O caso será investigado.
Operação Fragmento
A Operação Fragmento foi realizada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, após nove meses de investigações. O objetivo foi desarticular um esquema de fornecimento de drogas que abastecia Patos de Minas e de municípios como João Pinheiro, Lagamar, Presidente Olegário, Lagoa Grande e Rio Paranaíba.
Segundo o delegado, o principal investigado, que reside no bairro Nova Floresta, mantinha uma estrutura organizada para a comercialização dos entorpecentes, contando com pessoas responsáveis pelo armazenamento, transporte e distribuição das drogas.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, sendo 11 em Patos de Minas, três em Presidente Olegário, um em Lagoa Grande e dois em Rio Paranaíba. A operação também resultou em cinco prisões preventivas e três prisões em flagrante. Durante as diligências, foram apreendidas porções de drogas, um revólver, munições e outros materiais.
O principal alvo da investigação e a esposa dele estão entre os presos preventivamente. De acordo com a Polícia Civil, a mulher é investigada por suspeita de auxiliar o companheiro na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Érico Rodovalho destacou que a operação teve como objetivo atingir não apenas os responsáveis pela venda direta dos entorpecentes, mas também os fornecedores que abasteciam os pontos de comercialização na região.
A Polícia Militar participou das investigações por meio do compartilhamento de informações, levantamentos e diligências de campo. Segundo o tenente-coronel Pinho, o trabalho conjunto permitiu identificar os envolvidos e reunir elementos para o cumprimento das medidas judiciais.
As investigações continuam para apurar a participação de cada suspeito no esquema criminoso e esclarecer a origem dos medicamentos encontrados com o servidor público.
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