O indiciamento aconteceu após a jovem procurar a Polícia Militar e relatar estar sendo vítima de perseguição por parte de um ex-colega de trabalho e conhecido, em Patos de Minas. A ocorrência foi registrada no dia 3 de outubro, em uma academia. O caso foi posteriormente encaminhado à Polícia Civil e deu origem a um Termo Circunstanciado de Ocorrência.

Segundo as informações policiais, a vítima contou que trabalhava na  academia onde o acusado atuava como personal trainer. Os dois teriam se tornado próximos e mantido contato frequente por meio de redes sociais, principalmente WhatsApp e Instagram. Ela afirmou, entretanto, que nunca manteve relacionamento amoroso ou íntimo com o homem.

Ainda conforme o relato, depois de reatar o namoro, ela decidiu interromper o contato com o acusado. De acordo com a ocorrência, ele teria insistido em manter a amizade e a comunicação. A jovem acabou deixando o emprego na academia e posteriormente foi contratada por outro estabelecimento. Antes de começar no novo trabalho, teria procurado saber se ele também atuava no local, justamente para evitar novos contatos.

A vítima afirmou aos militares que, mesmo após aproximadamente um ano de afastamento, ele continuaria tentando obter informações sobre ela por meio de amigos e conhecidos em comum. Ela também relatou ter tomado conhecimento de que ele teria dito que pretendia “fazer uma visitinha” para ela, situação que, segundo seu relato, provocou preocupação.

Ainda segundo as informações policiais, no dia da ocorrência, ao sair do trabalho, ela teria se deparado com o acusado transitando em uma motocicleta. Conforme o relato dela, ao passar, o homem teria encarado a jovem e feito um gesto de negação com a cabeça. Diante da suposta reiteração das situações, ela declarou aos policiais que se sentia perseguida.

A jovem informou ainda possuir prints de conversas e testemunhas que poderiam ser apresentados à autoridade policial para auxiliar na apuração dos fatos. Ela manifestou interesse em representar criminalmente contra o suspeito e buscar as medidas legais cabíveis para resguardar sua integridade e tranquilidade.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil de Minas Gerais. Ele negou a perseguição e disse que o último encontro foi casual. No entanto, após analisar os fatos, a autoridade policial decidiu pelo indiciamento do personal trainer por perseguição (stalking).