Quem passa pela Lagoinha, em Patos de Minas, percebe que o cartão-postal da cidade continua atraindo moradores para caminhadas, corridas, passeios e momentos de lazer. Revitalizado nos últimos anos, o espaço se tornou um dos principais pontos de convivência da cidade. No entanto, duas situações têm chamado a atenção de quem frequenta o local: a mudança na coloração da água e a grande quantidade de aves que passou a ocupar a lagoa.

Nas últimas semanas, o Patos Hoje recebeu relatos de moradores preocupados com o aspecto da água do espelho d'água. O que antes apresentava uma coloração mais clara agora está bastante barrento, com um tom escuro e avermelhado que desperta dúvidas entre os frequentadores.

Durante visita da reportagem ao local nesta semana, outro detalhe também chamou a atenção. Dezenas de biguás tomavam conta da lagoa. As aves chegam em bandos, passam boa parte da tarde mergulhando em busca de peixes e outros alimentos e transformam o ambiente com a intensa movimentação e o barulho característico.

Segundo moradores da região, a cena tem se repetido diariamente. Os biguás costumam permanecer na lagoa durante o dia e deixam o local ao entardecer, retornando apenas na manhã seguinte. A revoada e a algazarra produzida pelas aves acabam se tornando um espetáculo para quem passa pela Lagoinha.

Além dos biguás, também é possível observar o surgimento de aninga, uma planta aquática comum em áreas alagadas. Embora a presença da vegetação esteja atualmente sob controle, moradores temem que ela possa se espalhar caso não haja acompanhamento.


Diante das dúvidas sobre a qualidade da água, o Patos Hoje procurou a Prefeitura de Patos de Minas. Em nota, a Administração Municipal informou que a situação já está sendo monitorada pela Diretoria de Meio Ambiente.

Segundo o município, uma vistoria técnica constatou que o aspecto da água é provocado pela formação de um biofilme, composto por bactérias, algas e fungos, fenômeno considerado comum em lagoas urbanas devido ao grande acúmulo de matéria orgânica.

A Prefeitura explicou ainda que estudos já identificaram elevada concentração de ferro na Lagoinha, fator que também contribui para a coloração mais avermelhada da água.

Ainda conforme a nota, a equipe técnica realiza o monitoramento semanal dos níveis de oxigênio da lagoa e acompanha continuamente as condições ambientais do local para garantir o equilíbrio do ecossistema e tranquilizar a população.

Apesar da mudança na aparência da água, a Lagoinha continua sendo um dos espaços mais movimentados de Patos de Minas, reunindo diariamente praticantes de atividades físicas, famílias e admiradores da natureza, que agora dividem a paisagem com a presença marcante dos biguás.

O que está acontecendo na Lagoinha? Água escura e bando de biguás chamam a atenção

Quem passa pela Lagoinha, em Patos de Minas, percebe que o cartão-postal da cidade continua atraindo moradores para caminhadas, corridas, passeios e momentos de lazer. Revitalizado nos últimos anos, o espaço se tornou um dos principais pontos de convivência da cidade. No entanto, duas situações têm chamado a atenção de quem frequenta o local: a mudança na coloração da água e a grande quantidade de aves que passou a ocupar a lagoa.

Nas últimas semanas, o Patos Hoje recebeu relatos de moradores preocupados com o aspecto da água do espelho d'água. O que antes apresentava uma coloração mais clara agora está bastante barrento, com um tom escuro e avermelhado que desperta dúvidas entre os frequentadores.

Durante visita da reportagem ao local nesta semana, outro detalhe também chamou a atenção. Dezenas de biguás tomavam conta da lagoa. As aves chegam em bandos, passam boa parte da tarde mergulhando em busca de peixes e outros alimentos e transformam o ambiente com a intensa movimentação e o barulho característico.

Segundo moradores da região, a cena tem se repetido diariamente. Os biguás costumam permanecer na lagoa durante o dia e deixam o local ao entardecer, retornando apenas na manhã seguinte. A revoada e a algazarra produzida pelas aves acabam se tornando um espetáculo para quem passa pela Lagoinha.

Além dos biguás, também é possível observar o surgimento de aninga, uma planta aquática comum em áreas alagadas. Embora a presença da vegetação esteja atualmente sob controle, moradores temem que ela possa se espalhar caso não haja acompanhamento.

Diante das dúvidas sobre a qualidade da água, o Patos Hoje procurou a Prefeitura de Patos de Minas. Em nota, a Administração Municipal informou que a situação já está sendo monitorada pela Diretoria de Meio Ambiente.

Segundo o município, uma vistoria técnica constatou que o aspecto da água é provocado pela formação de um biofilme, composto por bactérias, algas e fungos, fenômeno considerado comum em lagoas urbanas devido ao grande acúmulo de matéria orgânica.

A Prefeitura explicou ainda que estudos já identificaram elevada concentração de ferro na Lagoinha, fator que também contribui para a coloração mais avermelhada da água.

Ainda conforme a nota, a equipe técnica realiza o monitoramento semanal dos níveis de oxigênio da lagoa e acompanha continuamente as condições ambientais do local para garantir o equilíbrio do ecossistema e tranquilizar a população.

Apesar da mudança na aparência da água, a Lagoinha continua sendo um dos espaços mais movimentados de Patos de Minas, reunindo diariamente praticantes de atividades físicas, famílias e admiradores da natureza, que agora dividem a paisagem com a presença marcante dos biguás.