Quem passou pela Orla da Lagoa Grande, principal cartão-postal de Patos de Minas, nos últimos dias, pode ter notado uma mancha semelhante a óleo na água. A situação preocupou frequentadores, que entraram em contato com o Patos Hoje. De acordo com a Prefeitura, análises técnicas descartaram a possibilidade de derramamento de óleo e apontaram que as manchas são resultado da decomposição de matéria orgânica.

A mancha se concentra principalmente nas proximidades da Rua Barão do Rio Branco. A sujeira apresenta uma coloração escura e se espalha pela água conforme a direção do vento. Em meio à mancha, a reportagem flagrou cardumes de peixes e aves bebendo água. A situação levantou questionamentos sobre possíveis riscos à fauna do local.

A cena não é novidade para os frequentadores da Lagoa Grande. Em junho deste ano, o Patos Hoje já havia publicado uma reportagem mostrando a preocupação de quem passa pelo cartão-postal. Cerca de quatro meses depois, o problema continua sendo observado. Um comerciante relatou que a mancha aparenta estar aumentando com o passar do tempo.

O Patos Hoje encaminhou os questionamentos dos frequentadores à Prefeitura de Patos de Minas. Por meio de nota, o município informou que técnicos da Diretoria de Meio Ambiente realizaram medições na água e constataram que os parâmetros analisados estão dentro dos índices considerados normais para lagoas urbanas, principalmente em relação ao oxigênio e à condutividade.

Ainda segundo a Prefeitura, as análises descartaram a possibilidade de derramamento de óleo, uma vez que as manchas não apresentam aspecto oleoso nem odor característico. O município esclareceu que o fenômeno não indica contaminação e é provocado pela decomposição da grande quantidade de matéria orgânica presente no reservatório.