Duas moradoras de um prédio no Centro de Patos de Minas denunciaram ameaças, injúrias, intimidações e perturbação do sossego supostamente praticadas por um vizinho. O caso foi registrado como injúria e resultou em um Termo Circunstanciado de Ocorrência que foi encaminhado para a justiça. Ele foi indiciado pelo crime de injúria.

Segundo as informações policiais, as vítimas, de 70 e 59 anos, relataram aos policiais que convivem com constantes conflitos no edifício localizado na Rua Olegário Maciel. Conforme os relatos, a situação teria se agravado após discussões relacionadas à convivência e à administração do prédio.

De acordo com as moradoras, o homem enviou áudios contendo diversos xingamentos e ofensas. Entre as frases relatadas à polícia estariam expressões agressivas e ameaças, além da afirmação de que não teria medo de polícia, advogado ou boletim de ocorrência.

As vítimas afirmaram ainda que o suspeito teria ameaçado uma das moradoras, dizendo que iria agredi-la caso ela voltasse a lavar a calçada do prédio. Segundo elas, o homem também promove festas e barulho durante a madrugada, causando perturbação aos demais moradores.

Ainda conforme o registro policial, as moradoras denunciaram que o investigado teria retirado interfones, câmeras de segurança e lâmpadas das áreas comuns do edifício, deixando o prédio sem iluminação adequada durante a noite. Elas também alegaram que ele permitiria a presença de usuários de drogas e garotas de programa no local e que costuma intimidar os moradores mencionando possuir arma e utilizar faca para ameaças.

Uma das vítimas informou à Polícia Civil que exerce a função de síndica do prédio, mas afirmou estar impedida de desempenhar o cargo devido às ameaças e intimidações. Segundo ela, o homem se apresenta como responsável pelo local, apesar de não ser proprietário de nenhum apartamento.

As moradoras também relataram que o suspeito teria construído uma cobertura de aproximadamente 90 metros quadrados sem autorização dos demais condôminos e tentaria assumir o controle do edifício. Segundo elas, o ambiente no prédio se tornou “tenso e conflituoso”, deixando os moradores acuados e com medo.

No termo circunstanciado, o investigado apresentou versão diferente. Ele afirmou que o prédio não possui funcionário responsável pela limpeza e que os próprios moradores costumam realizar a manutenção das áreas comuns. Segundo ele, a discussão começou após uma das moradoras limpar apenas o próprio andar, deixando água suja escorrer pelas escadas. O homem confirmou que houve troca de ofensas, mas alegou que as agressões verbais começaram por parte da vizinha.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de injúria. O caso foi encaminhado para apreciação da Justiça.