Um jovem de 18 anos foi preso pela Polícia Militar na terça-feira (27), suspeito de furtar um telefone celular em um estabelecimento comercial na Rua Sergipe, no bairro Cristo Redentor, em Patos de Minas. O aparelho foi recuperado pelos militares na residência do suspeito. Ele teria enganado um garoto que possui laudos médicos.

De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima, de 56 anos, acionou o telefone 190 e relatou que havia deixado o celular carregando sobre uma mesa próxima à saída da loja de peças.

Segundo o relato, um adolescente de 15 anos chegou ao estabelecimento, pegou o aparelho e o entregou a um homem que passava pela rua de bicicleta. Ao perceber a situação, o comerciante tentou alcançar o indivíduo, mas não conseguiu recuperar o telefone naquele momento.

Posteriormente, ao conversar com o adolescente, a vítima foi informada de que ele teria sido chamado pelo suspeito. Conforme as informações policiais, o jovem teria dito ao adolescente que o celular lhe pertencia e que estava apenas carregando o aparelho no estabelecimento. Acreditando na versão, o garoto pegou o telefone e o entregou a ele.

A vítima forneceu aos policiais imagens do sistema de monitoramento da loja, que teriam registrado a ação. Durante patrulhamento, os militares localizaram e abordaram o suspeito no cruzamento das ruas Roraima e Paraíba.

Conforme a Polícia Militar, durante a abordagem, o jovem confessou o furto e informou que havia escondido o celular embaixo de um sofá, em sua residência. Os militares foram até o imóvel, onde encontraram o aparelho, um Samsung preto com detalhes em azul, além da camisa que teria sido utilizada na ação.

O jovem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com os materiais recuperados. O adolescente não foi conduzido à delegacia. Segundo as informações policiais, a decisão considerou informações prestadas pela mãe dele, que relatou que o filho possui laudos médicos referentes a transtornos como TDAH- Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade- e TOD- Transtorno Opositivo-Desafiador. A participação do adolescente no episódio foi registrada para conhecimento e análise da autoridade policial competente. O caso foi encaminhado à Polícia Civil para as providências cabíveis.