Uma ocorrência marcada pela covardia e pela exploração da vulnerabilidade chocou os moradores do bairro Alto da Colina, em Patos de Minas, no fim da tarde desse domingo (07). Uma jovem de 20 anos foi presa em flagrante pela Polícia Militar após agredir fisicamente uma mulher de 41 anos que possui paralisia cerebral. A agressão teria sido motivada por uma disputa envolvendo as chaves de um imóvel. Uma segunda suspeita participou da ação e conseguiu fugir levando pertences da vítima.

De acordo com informações da Polícia Militar, a agressora foi até a residência da vítima, na Rua Jacarandás, acompanhada por uma comparsa de 42 anos.  O Motivo seria porque a jovem é ex-namorada de um irmão da vítima, que morava em uma casa nos fundos do mesmo lote, mas atualmente encontra-se preso por tráfico de drogas.

As duas mulheres foram ao local exigindo as chaves do imóvel dos fundos, alegando que o local estava trancado. Diante da recusa por parte da vítima em entregar as chaves, a jovem teria a derrubado no chão, aproveitando-se de suas graves limitações de equilíbrio e locomoção causadas pela paralisia cerebral. No chão, a vítima passou a ser agredida com socos na cabeça e puxões de cabelo.

O ataque cruel só foi interrompido porque os gritos de socorro da vítima chamaram a atenção de vizinhos, que saíram à rua para verificar o que estava acontecendo, forçando a fuga imediata das agressoras. No pátio da residência, a polícia encontrou diversas mechas de cabelo da vítima arrancadas e caídas ao solo.

No momento do crime, a vítima estava em casa apenas na companhia de seu filho adolescente, que possui deficiência cognitiva e não apresenta capacidade plena para defendê-la ou expressar adequadamente o ocorrido.  Após conseguir se acalmar com a chegada dos militares, a vítima relatou que a ação criminosa não se limitou às agressões físicas. Enquanto a jovem a espancava no chão, a comparsa teria se aproveitado da total incapacidade de resistência da moradora para invadir o interior da residência e saquear objetos pessoais.

Os materiais furtados (e ainda não recuperados) incluem:  5 perfumes de marcas não especificadas; 1 batom e 1 par de brincos;  1 sutiã e diversas peças de roupas em geral.  A Polícia Militar iniciou um cerco tático imediatamente após o acionamento. A autora principal foi localizada caminhando em via pública. Ao ser questionada, ela confirmou o desentendimento pelas chaves, mas negou a ocorrência do furto.

Os militares deslocaram-se até a casa da segunda envolvida, mas ela não foi localizada. A mãe dela informou que a filha ligou confessando que estava no local, mas alegou que apenas "acompanhou" a jovem de 20 anos e ela teria sido a única responsável pelas agressões. A vítima, que apresentava lesões visíveis nos joelhos e dores na cabeça, recusou atendimento médico hospitalar e preferiu permanecer em sua residência.