Um homem de 40 anos vai responder na justiça após acionar a Polícia Militar com uma falsa informação de que havia sido vítima de um atentado a tiros em Patos de Minas. Durante o atendimento da ocorrência, os militares constataram diversas contradições nos relatos e concluíram que a versão apresentada era falsa. O caso foi registrado como falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal. A Polícia Militar mobilizou diversas equipes para atender o falso atentado.
Segundo as informações policiais, a Polícia Militar foi acionada após uma ligação ao 190 informando que um homem havia dado entrada no Hospital Regional Antônio Dias com um ferimento no pé, supostamente provocado por disparo de arma de fogo.
Inicialmente, o homem afirmou aos policiais que caminhava nas proximidades da Rua Acari, acompanhado de outro indivíduo, quando dois ocupantes de uma motocicleta preta se aproximaram e o passageiro efetuou diversos disparos, sendo atingido no pé esquerdo. No entanto, pouco depois, ele mudou completamente a versão, dizendo que o disparo havia ocorrido de forma acidental enquanto manuseava uma pistola dentro de sua residência. Ainda alegou ter lançado a arma às margens do Córrego do Monjolo durante o trajeto até o hospital, mas, apesar das buscas realizadas pelos militares, o armamento não foi localizado.
Diante das inconsistências, o homem apresentou uma terceira versão. Segundo ele, o disparo teria acontecido durante a negociação da venda de uma pistola calibre .380 para um conhecido. Conforme o relato, enquanto a arma era demonstrada, ocorreu um disparo acidental que atingiu seu próprio pé. Após o acidente, ele foi socorrido ao Hospital Regional em seu veículo Toyota Corolla.
A testemunha ouvida pela Polícia Militar confirmou que havia negociado a compra da arma e informou que chegou a transferir R$ 6.500 como entrada do pagamento. No dia do fato, o suposto proprietário da pistola compareceu ao local para resolver a negociação e, durante o manuseio do armamento, ocorreu o disparo acidental que atingiu o pé da vítima.
Durante as diligências, os policiais observaram que a lesão era compatível com um disparo acidental, incompatível com a primeira versão apresentada pelo homem. Além disso, o suposto proprietário da arma não foi localizado e a pistola também não foi encontrada. Após a apuração, a PM concluiu que houve falsa comunicação de crime, já que a denúncia de um atentado mobilizou equipes policiais de forma desnecessária.
O autor recebeu voz de prisão em flagrante, mas permaneceu internado no Hospital Regional Antônio Dias para passar por procedimento cirúrgico. Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, ele assinou termo de compromisso para comparecer ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Patos de Minas após receber alta médica.
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