A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito que investigava uma tentativa de homicídio registrada no dia 2 de setembro deste ano, no Bairro Jardim Quebec, em Patos de Minas, e indiciou um jovem de 23 anos pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A autoridade policial também representou pela prisão preventiva do investigado.

De acordo com as investigações, a vítima de 42 anos foi atingida por disparos de arma de fogo na Rua Treze, no Bairro Jardim Quebec. Após receber informações sobre os tiros, equipes policiais foram ao local e encontraram a vítima sendo socorrida. No hospital, a vítima apontou o jovem de 23 anos, filho da ex-companheira, como autor dos disparos.

Os ferimentos foram considerados graves. Segundo o prontuário médico, a vítima sofreu uma perfuração por projétil que atravessou a região abaixo da axila, atingindo o pulmão, além de lesões no braço esquerdo. Ele precisou passar por cirurgia de emergência para drenagem pleural, sendo retirados cerca de 300 mililitros de sangue do tórax. O projétil alojado na região pulmonar não foi retirado.

Durante a investigação, um depoente sigiloso afirmou que a vítima vinha sendo perseguida desde o dia anterior ao crime e relatou que o suspeito a surpreendeu em uma esquina, sacando um revólver e efetuando diversos disparos. Conforme esse relato, a vítima tentou se esconder atrás de um poste, mas foi atingido por três tiros. Ainda segundo a testemunha, o autor teria fugido em uma bicicleta e parado adiante para manusear o armamento antes de deixar o local.

A motivação do crime, de acordo com o depoimento sigiloso, seria um desentendimento considerado fútil envolvendo o empréstimo e o repasse de uma extensão elétrica pertencente à mãe do investigado.

Em sua versão, o jovem afirmou que agiu em legítima defesa, alegando que a vítima teria feito um movimento que o levou a acreditar que estaria armada. O investigado também declarou que a vítima mantinha um relacionamento conturbado com sua mãe e a ameaçava constantemente. A mesma versão foi apresentada pela genitora do suspeito.

Entretanto, a Polícia Civil concluiu que os elementos reunidos durante o inquérito não sustentam a tese de legítima defesa. Para os investigadores, houve premeditação e intenção de matar, destacando a perseguição anterior à vítima, os disparos efetuados e o fato de o ataque ter ocorrido de forma a dificultar qualquer reação do ofendido. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências cabíveis.