Um homem de 48 anos foi preso em flagrante suspeito de aliciar sexualmente um menino de 11 anos durante uma festa de família na zona rural de São Gonçalo do Abaeté. A ocorrência foi registrada no domingo (18), em uma propriedade na região conhecida como Vila dos Albanos.
De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada após militares de Três Marias receberem informações sobre o caso. Os policiais fizeram contato com a criança e seus responsáveis, que relataram o que teria acontecido durante a confraternização familiar.
Conforme o relato da vítima, o suspeito, que é cunhado do pai do menino, teria começado a piscar para a criança e a convidá-la para praticar atos sexuais. Ainda segundo o registro policial, o homem teria feito comentários de cunho sexual repetidamente e segurado e passado a mão nos braços do menino.
A criança contou aos militares que conseguiu gravar parte das falas. Segundo a PM, no vídeo apresentado à equipe, era possível ouvir o suspeito fazendo propostas sexuais e pedindo que o menino ficasse calado para que outras pessoas não desconfiassem.
As informações policiais também mostram que o homem teria passado a mão sobre a própria região genital, por cima da roupa, enquanto fazia os convites.
Após colher os relatos, os policiais localizaram o homem na residência dele e efetuaram a prisão. Ele foi levado ao Hospital São Francisco, em Três Marias, para atendimento e exame, e não apresentava lesões aparentes.
Em conversa com os militares, o suspeito afirmou que havia ingerido bebida alcoólica durante a festa e disse não se lembrar de ter falado qualquer coisa à criança.
Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Patos de Minas para as providências cabíveis. A ocorrência foi registrada, em tese, com base no artigo 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de aliciar, assediar, instigar, constranger ou convidar criança menor de 14 anos, por qualquer meio, com a finalidade de praticar ato libidinoso.
O caso deverá ser apurado pela Polícia Civil. A prisão em flagrante não representa, por si só, uma condenação, e a responsabilidade criminal do investigado será definida no decorrer do processo legal.
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