A redação do Patos Hoje recebeu uma denúncia sobre um atendimento realizado no Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas. A família de uma gestante, de 22 semanas de gravidez, afirmou que houve falhas no acolhimento e na assistência durante um trabalho de parto, que terminou com a morte do bebê. A grávida teria ficado quase 35 horas no hospital. A pedido dos familiares, os nomes da mãe e do pai não serão divulgados, já que ambos estão emocionalmente abalados desde o ocorrido.
Uma familiar entrou em contato com o Patos Hoje e fez a denúncia. Segundo o relato encaminhado, a gestante estava com 22 semanas de gravidez e deu entrada no hospital no dia 1° de janeiro de 2026, por volta das 9h, apresentando dilatação, bolsa protusa e sinais claros de trabalho de parto. A partir desse momento, ela teria passado a sentir dores intensas e contínuas, que se estenderam até aproximadamente 20h do dia 2 de janeiro, totalizando cerca de 35 horas.
De acordo com a família, durante todo esse período, a gestante recebeu pouco acolhimento e poucas informações claras sobre seu estado clínico. Mesmo em trabalho de parto, teria sido orientada apenas a aguardar, tentar descansar e dormir. Ainda conforme o relato, foi administrado apenas calmante, apesar da dor intensa.
O sofrimento teria sido tão intenso que a paciente acabou sofrendo uma crise de pânico, com falta de ar e desespero. Somente após esse episódio, ela teria sido levada para a sala de parto. Durante o procedimento, de acordo com a família, o bebê acabou caindo no chão, sem que a equipe conseguisse ampará-lo a tempo. O recém-nascido não resistiu e veio a óbito.
Os familiares destacaram que compreendem que, com 22 semanas de gestação, as chances de sobrevivência do bebê são extremamente reduzidas. No entanto, a indignação não estaria relacionada apenas ao desfecho, mas, principalmente, à forma como todo o atendimento foi conduzido.
A denúncia foi tornada pública, segundo a família, não apenas pelo sofrimento vivido, mas também com o objetivo de que o caso seja apurado, que haja responsabilização, e para que outras mulheres não passem por situações semelhantes. Os familiares informaram que procuraram os meios judiciais.
O Patos Hoje entrou em contato com a FHEMIG e com a FAEPU que se pronunciaram por meio da seguinte nota:
“A Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia (Faepu) e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informam que estão apurando as circunstâncias do atendimento prestado à paciente mencionada, no Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas.
Em respeito ao sigilo de prontuário e à Lei Geral de Proteção de Dados, o hospital não passa informações detalhadas sobre o caso, mas a equipe se encontra à disposição da paciente e de seus familiares para esclarecimentos presencialmente.
Ressaltamos ainda que toda a assistência necessária está sendo prestada à paciente”.
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